Um bar na praia da Fonte do Cortiço (Santiago do Cacém), em plena reserva natural, começou hoje a ser demolido pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) por não reunir condições de funcionamento. “Aquele apoio de praia era uma espécie de barracão, sem as condições mínimas. Além disso, só abria às vezes e as casas de banho estavam frequentemente fechadas”, adiantou à agência Lusa o gabinete de Relações Públicas do ICNB. As negociações com o proprietário, no sentido de melhorar o funcionamento do bar, já se arrastavam “há três ou quatro anos”, mas sem resultados. O concessionário “não possuía as devidas licenças”, além de acumular autos, levantados entretanto pelo ICNB e pela Polícia Marítima (PM),... Ler o resto »
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Bar na praia da Fonte do Cortiço foi demolidoUm bar na praia da Fonte do Cortiço (Santiago do Cacém), em plena reserva natural, começou hoje a ser demolido pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) por não reunir condições de funcionamento.
“Aquele apoio de praia era uma espécie de barracão, sem as condições mínimas. Além disso, só abria às vezes e as casas de banho estavam frequentemente fechadas”, adiantou à agência Lusa o gabinete de Relações Públicas do ICNB.
As negociações com o proprietário, no sentido de melhorar o funcionamento do bar, já se arrastavam “há três ou quatro anos”, mas sem resultados.
O concessionário “não possuía as devidas licenças”, além de acumular autos, levantados entretanto pelo ICNB e pela Polícia Marítima (PM), revelou a mesma fonte.
Após ter tomado posse administrativa do equipamento, o organismo público decidiu demolir o bar, numa operação conjunta, iniciada hoje, com os serviços municipais.
O ICNB iniciou também um processo de concurso público para a atribuição de nova concessão.
O novo bar terá de adequar-se “aos padrões de qualidade próprios de uma Reserva Natural”, referiu o ICNB.
Com esta medida, a praia da Fonte do Cortiço, situada entre Sines e Vila Nova de Santo André, deverá poder voltar a içar a Bandeira Azul da Europa no início da época balnear de 2009, altura em que o ICNB espera que esteja concluída a construção do novo apoio.
Esta zona balnear já mereceu, no passado, o galardão europeu da qualidade, constituindo a segunda praia do concelho de Santiago do Cacém a obtê-lo (a primeira é a praia da Costa de Santo André).
Contudo, devido à situação irregular do equipamento que está agora a ser demolido, não pôde ser candidatada em 2007 e em 2008.
A praia da Fonte do Cortiço é uma das praias mais utilizadas da zona e está inserida na área da Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha (RNLSAS).
Segundo o ICNB, a praia contém um conjunto de valores naturais “ainda bem preservados, como a qualidade das areias e da água do mar, a par de grande beleza do sistema dunar e da vegetação que o reveste e sustenta, onde não existe qualquer tipo de construção”.
RE.
Lusa
A Câmara de Odemira congratulou-se hoje por três praias do concelho terem recebido a Bandeira Azul, galardão ao qual a autarquia não apresentava candidaturas há vários anos por discordar dos critérios subjacentes à atribuição.
“Decidimos candidatar três praias este ano porque, ao longo dos últimos anos, foram-se criando condições ao nível dos critérios necessários para receber a Bandeira Azul, como a periodicidade da análise da qualidade da água”, disse à agência Lusa o vereador do Turismo, Hélder Guerreiro.
Há já vários anos que a Câmara Municipal de Odemira não apresentava candidaturas à Bandeira Azul, devido a discordâncias quanto aos critérios de atribuição do galardão, nomeadamente por a qualidade da água ser analisada com base em amostras do ano anterior.
Este ano, o município decidiu voltar a aderir ao galardão e candidatou as praias da Zambujeira, Carvalhal e Vila Nova de Milfontes - Furnas, as quais foram distinguidas com a Bandeira Azul.
“Chegámos a um patamar, relativamente a essas três praias, em que existem condições para ter a Bandeira Azul”, frisou Hélder Guerreiro, destacando as melhorias efectuadas nas acessibilidades e estacionamentos junto das zonas balneares e a criação de apoios de praia, que possibilitaram a disponibilização de casas de banho para os veraneantes.
Para o próximo ano, segundo o vereador, Odemira pretende candidatar mais praias à Bandeira Azul para garantir um “melhor controlo da qualidade da água e mais segurança” aos turistas, na expectativa de aumentar também a afluência de veraneantes ao litoral do concelho.
O Alentejo, que no ano passado recebeu 12 Bandeiras Azuis, aumentou este ano para 17 o total de zonas balneares que vão poder içar o galardão a partir de 15 de Junho, no início da época balnear.
Grândola é o concelho alentejano com mais praias com Bandeira Azul, sete, sendo que o galardão é novo para três delas: Atlântica, Bico das Lulas e Tróia-Mar.
Além destas, Grândola vai continuar a ter Bandeira Azul na Comporta, Aberta Nova, Carvalhal e Pego.
“Queremos que as nossas praias continuem a ter um critério de excelência e é esse caminho que estamos a percorrer, não apenas em termos do projectos turísticos, mas também ao nível ambiental e paisagístico”, salientou à Lusa o arquitecto Carlos Fernando, responsável pela Divisão dos Serviços Urbanos e Ambiente da Câmara.
Sines (Vasco da Gama, S. Torpes, Morgavel, Grande de Porto Covo e Ilha do Pessegueiro) e Santiago do Cacém (Costa de Santo André) são os outros dois concelhos do Litoral Alentejano que vão poder içar a bandeira, o mesmo acontecendo com a praia fluvial da Quinta do Alamal, concelho de Gavião, distrito de Portalegre.
A única praia alentejana que, no ano passado, ostentava a Bandeira Azul e não foi contemplada este ano é a da Vieirinha ou Vale de Figueiros, no concelho de Sines, devido a um “mero problema burocrático”, garantiu à Lusa a vereadora do Turismo, Marisa Santos.
“A praia mantém todas as suas qualidades ambientais e até foi melhorada”, disse.
“Só que, quando se passou a exigir análises quinzenais à água, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) fê-las em 2006, mas, no ano passado, começou a realizá-las mensalmente. Quando nos avisou, para podermos fazer as quinzenais, já faltava uma e não pudemos candidatar a praia”, disse.
Para o próximo ano, já com a situação normalizada, a Câmara Municipal de Sines pretende voltar a candidatar ao galardão a praia da Vieirinha.
A juntar às praias, o Alentejo vai ainda possuir Bandeira Azul nas marinas de Tróia e de Sines.
RRL.
Lusa
Um festival e um colóquio internacional sobre cantos de improviso e uma recriação histórica que promete envolver toda a vila do Torrão são os grandes destaques do “Maio, mês da Cultura”, que volta este ano para a terceira edição. Durante este mês, o concelho vai estar em festa com exposições, dança, música, cinema, feiras e passeios pedestres.
Esta sexta-feira será possível assistir, na ponte pedonal de Alcácer do Sal, à actuação da Banda Filarmónica Progresso Matos Galamba (a banda da Pazoa) e do Rancho Folclórico de Alcácer do Sal, pelas 21h30. Na segunda-feira, às 10 horas, na praça Pedro Nunes, é inaugurada o percurso pedonal do “Senhor dos Mártires”. Este percurso de cerca de 13 quilómetros e três horas de duração tem como objectivo a observação de fauna e flora aliada à descoberta do património construído e edificado de Alcácer do Sal.
Um festival internacional e um colóquio dedicado aos cantos improvisados serão as grandes apostas para as noites de 16 e 17 de Maio. Pelas 21 horas, do dia 16, sobem ao palco do Auditório Municipal de Alcácer do Sal os grupos “Trovo de Múrcia”, de Espanha; “Bonecos de São Bento do Cortiço”, de Estremoz e “Ladrão do Sado”, de Alcácer do Sal. O colóquio internacional intitulado “Cantos de Despique” incide sobre as metodologias de inventário e os processos de salvaguarda do cante alentejano. No Auditório Municipal de Alcácer do Sal, a partir das 10 horas, a conferência conta com as participações de Pedro Paredes, presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal; José Nascimento, director-regional de Cultura do Alentejo; Clara Bertrand Cabral, da Comissão Nacional da UNESCO ou de Paolo Scarnecchia, da Universidade do Mediterrâneo, entre muitos outros oradores que vão debater questões relacionadas com a problemática do canto do improviso. O colóquio termina às 17 horas, com a apresentação do Plano de Salvaguarda para o Ladrão do Sado e a assinatura do protocolo de colaboração entre a Direcção-Regional de Cultura e o Município de Alcácer do Sal para a instalação de um centro para a salvaguarda da décima e do verso improvisado. A festa continua à noite: pelas 21 horas, no mesmo local com os grupos “Oitava Rima” de Itália, o “Cante do Baldão e Despique” de Portugal. Voltam a actuar o “Trovo de Múrcia” e “Ladrão do Sado”.
À mesma hora, mas na vila do Torrão, é inaugurada a exposição “Marcas do Renascimento”. A mostra faz um enquadramento sobre o legado do renascimento no património arqueológico e arquitectónico e nas artes no concelho e retrata duas figuras de relevância da época: o escritor Bernardim Ribeiro e o matemático Pedro Nunes. Haverá durante a inauguração uma declamação de poesia de Bernardim Ribeiro, pelo Teatro do Rio. A exposição estará patente no museu até ao dia 15 de Julho, de segunda a sexta, das 9 às 13 e das 14 às 17 horas e nos primeiro e terceiro sábados do mês.
De 23 a 25 de Maio, chega a recriação histórica e a feira renascentista “Ao tempo de Bernardim Ribeiro”, na vila do Torrão. A recriação pretende homenagear Bernardim Ribeiro, escritor natural daquela vila e, à semelhança do que aconteceu o ano passado em Alcácer do Sal com o legado romano, este ano a época quinhentista está em destaque. O Torrão vai ser invadido por uma corte renascentista, com reis, príncipes, nobres e vassalos, que desfilarão pelas ruas da povoação. Durante os três dias haverá jogos tradicionais, demonstrações de dança e música, tiro com arco, falcoaria, mostra de armas, repasto histórico. A praça Bernardim Ribeiro recebe a feira com produtos tradicionais e regionais e artesanato, que abre sexta-feira, dia 23 pelas 14 horas. No fim-de-semana abrirá entre as 11 e as 24 horas. A noite de 23 de Maio encerra, às 22 horas, com a peça “Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente, encenada pelos alunos da EB 2,3 Bernardim Ribeiro, do Torrão. O teatro volta no serão de domingo, com o “Teatro do Rio” que traz uma peça que mistura dança e declamação de uma écloga do poeta palaciano homenageado. Os restaurantes “O Belo Horizonte”, “O Excelentíssimo”, “O Afluente do Sado” e “O Besugo” terão ementas históricas durante os dias da recriação.
Abriu hoje ao público a Necrópole do Pardieiro, situada na Freguesia de S. Martinho das Amoreiras, no concelho de Odemira. O espaço funerário construído durante a 1ª Idade do Ferro é inaugurado na presença do arqueólogo Virgílio Hipólito Correia e dos alunos do 1º ciclo do ensino básico da Freguesia de S. Martinho das Amoreiras.
A necrópole foi escavada em 1989-1990 pelos arqueólogos Caetano de Mello Beirão e Virgílio Hipólito Correia, tendo sido descoberta acidentalmente através do achado de uma lápide com uma inscrição da Escrita do Sudoeste. O sítio é composto por um conjunto de 12 sepulturas individuais cobertas por um monumento construído com pedras ligadas com barro, revela a autarquia. Nestas sepulturas foram encontradas oferendas funerárias votivas, desde colares de contas de vidro, algumas armas de ferro e peças de cerâmica, bem como três lápides epigrafadas e duas estelas decoradas.
A Escrita do Sudoeste, encontrada apenas no Sudoeste Peninsular, contará cerca de 2.500 anos e terá entrado em desuso a partir do séc. V a.C.
Fonte RVP
Mais de duas mil pessoas de Mora cortaram hoje, durante cerca de dez minutos, a Estrada Nacional 2 (EN-2) à entrada da vila, em protesto contra a integração do Concelho na unidade territorial do Alto Alentejo (Portalegre).
O corte da via ocorreu, sensivelmente, entre as 20:00 e as 20:10, na sequência de uma proposta apresentada durante a concentração da população no Jardim de São Pedro, depois de um desfile de protesto pelas ruas da povoação.
Apesar da presença no local de vários elementos da GNR, o corte de estrada processou-se sem quaisquer incidentes e sem intervenção policial.
Durante a concentração, o presidente do Município, José Manuel Sinogas, considerou a continuação da integração de Mora na Nomenclatura de Unidade Territorial III (NUT III) do Alto Alentejo como “o maior ataque que o Concelho sofreu desde o 25 de Abril de 1974″.
“É um acto fascista o que estão a fazer ao Concelho de Mora”, afirmou o autarca comunista, responsabilizando o Governo e presidentes de câmara do PS no Distrito de Évora pela situação.
Apelando à união dos habitantes em torno do objectivo comum, José Sinogas prometeu que os habitantes vão “ganhar a luta” porque têm “razão”.
Na manifestação, em que a população mostrou a sua revolta, porque pretende ver o Concelho integrado na NUT III do Alentejo Central (Évora), esteve também presente o deputado do PCP eleito por Évora, João Oliveira.
Pouco depois do corte da EN-2 e de terem aprovado uma moção de protesto, os milhares de populares que aderiram à manifestação, iniciada cerca de uma hora antes e na qual empunharam cartazes e gritaram palavras de ordem, começaram a desmobilizar.
Na base deste protesto está a possibilidade do Concelho não integrar a NUT III do Alentejo Central (Évora fica a cerca de meia centena de quilómetros) e continuar integrada, como acontece há alguns anos, na do Alto Alentejo (o dobro da distância para Portalegre), conforme o actual modelo publicado este mês em Diário da República.
O autarca José Sinogas, que já reuniu para abordar este assunto com o secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, tem sublinhando que o Concelho de Mora, desde a sua criação no século XIX, sempre esteve integrado no Distrito de Évora.
“Meteram-nos lá [no Alto Alentejo] por engano e agora há sete presidentes de câmara do PS que, por motivos políticos, não nos querem na NUT do Alentejo Central”, disse, em declarações à Lusa.
Os subscritores da moção hoje aprovada apelam à intervenção do Presidente da República, do primeiro-ministro, do presidente e dos grupos parlamentares da Assembleia da República e da Associação Nacional de Municípios Portugueses para que a sua reivindicação seja atendida.
“Porque sabemos hoje exactamente como este processo foi conduzido, podemos afirmar claramente que se trata de uma cabala política orquestrada por alguns representantes institucionais do PS no Alentejo”, refere o documento.
A moção, entre outros pontos, exige do Governo a rápida alteração do decreto-lei de 14 de Abril, que vincula Mora ao Alto Alentejo, reivindicando a integração na NUT III do Alentejo Central.
Os seis mil habitantes do Município, pode ler-se no documento, “não podem ser penalizados por decisões arbitrárias, erradas e profundamente injustas, tomadas de forma impensada por quem no conhece a realidade do Concelho ou apenas decide em função dos seus interesses partidários”.
A moção reclama para Mora “tratamento igual” da parte do Governo ao que foi dado aos “nove concelhos do Norte do País cuja NUT foi alterada sem que, para isso, tivessem que ser consultados os restantes concelhos que integram as respectivas NUT’s”.
Os populares recusam a integração do Concelho em “qualquer serviço dependente do Distrito de Portalegre”, com o qual dizem não ter, nem nunca ter tido, “qualquer afinidade social”.
A população manifesta ainda o “mais firme propósito” de continuar a lutar até alcançar os seus objectivos e responsabiliza o Governo e “os presidentes das Câmaras Municipais ligados a esta cabala” pelas consequências dessa mesma luta.
MLM/RRL.
Lusa




