As descargas de clínquer no Porto de Sines foram ontem suspensas por decisão da Delegada de Saúde de Sines Desde o dia 25 de Outubro, que várias operações diárias de descarga de clínquer (matéria-prima para a produção de cimento) no Terminal de Carga Geral do Porto de Sines levou à existência de uma nuvem de poeira densa e extensa que se dispersa na envolvente, tendo chegado a atingir a zona oriental da cidade. Na altura a Câmara Municipal de Sines encontra-se neste sentido a evidar esforços para que a descarga do navio em curso seja suspensa e para que contrato assinado entre a empresa proprietária da carga Cimentos Nacionais e Estrangeiros, S.A., a PortSines e a Administração do Porto de Sines (APS), que prevê novas descargas no futuro, deixe de ter efeito. A Câmara Municipal de Sines sublinha que “pela especial proximidade deste porto em relação ao tecido urbano e pela inexistência de meios técnicos próprios no porto de Sines para a realização deste tipo de trabalho, o Ministério do Ambiente e Ministério da Saúde têm autoridade para cancelar a operação”. Note-se que a matéria descarregada se destina a uma nova cimenteira na Sapec, em Setúbal, cujo estudo de impacte ambiental estabelece como ponto de descarga do clínquer o porto local. Acrescente-se que nenhuma das unidades similares existentes no concelho faz a descarga do material no Porto de Sines, por comprovada inexistência de condições para tal. A autarquia sublinha o seu entendimento de que a APS não deve permitir qualquer tipo de descargas no Porto de Sines para as quais não estejam reunidas todas as condições técnicas que permitam que as operações se desenvolvam de forma segura para a saúde pública e o ambiente.





