A recente decisão do Ministério da Saúde em encerrar o Serviço de Urgência do Centro de Saúde de Grândola merece a mais viva e determinada oposição por parte do Município de Grândola.
O município de grandolense considera que esta “medida do Senhor Ministro da Saúde só pode ter por base uma perspectiva que hoje não corresponde, minimamente, à realidade. Grândola não é mais uma vila do Interior, de costas voltadas para o Litoral e arredada dos grandes centros de decisão. Grândola não é mais um simples local de passagem apressada a caminho do Algarve ou um nome que apenas se associa ao 25 de Abril. Grândola é hoje o Concelho do País com mais intenções de investimento para os próximos dez anos e, mais do que nunca, um importante e nevrálgico eixo estratégico que se relaciona directamente com as áreas do Turismo, Agro-Pecuária e Florestal, do Ambiente, da Logística, dos Transportes, entre outras”.
O concelho de Grândola, com mais de 800Km2, ganhou, nos últimos anos, um peso e um significado estratégicos indiscutíveis e impossíveis de ignorar. A sua importância é hoje cada vez mais incontornável no eixo Norte/Sul e na ligação do Atlântico a Espanha e à Europa, sendo berço dos principais Projectos de Interesse Nacional, aos níveis turístico e ambiental, e destino de milhares e milhares de pessoas, nacionais e estrangeiras, que buscam as suas praias no Verão e a sua beleza paisagística e ambiental, durante todo o ano.
O encerramento do Serviço de Urgências do Centro de Saúde de Grândola, a verificar-se, “terá, inevitavelmente, reflexos negativos no processo de desenvolvimento em curso e na afirmação desta Região como um novo Destino Turístico de Excelência e, por outro lado, consequências incalculáveis ao nível do valor da vida humana, constituindo uma medida altamente lesiva para a população do Concelho”.
Tendo em conta isto, o Município de Grândola considera” inaceitável e sem justificação, nem mesmo excepcional, a decisão agora tomada”, apelando por isso ao Primeiro Ministro para, no interesse da comunidade local, da Região e do País, mandar fazer aquilo que em política é a essência da boa decisão: “alterar, no momento próprio, o rumo de certos acontecimentos. Em política, mudar o que está mal não é errar. Errar é persistir no erro”, acrescenta.





