Mário Vieira de Carvalho, Secretário de Estado da Cultura, preside ao Colóquio dedicado a Jacques Attali com que, no próximo dia 2, sábado, a partir das 11h, no Auditório Soror Mariana, se encerra o 7º Encontro do Alentejo de Música do Século XX.I. O colóquio, dedicado a Jacques Attali a pretexto dos 30 anos da edição de um dos seus mais emblemáticos livros, Bruits,reúne contributos de especialistas em diversas áreas, da sociologia à antropologia, da musicologia à programação, à edição discográfica e à divulgação. Apresentarão leituras de Attali, explorando o pensamento do autor, aprofundando a sua reflexão e ponderando as consequências daquela obra seminalBenoît Gibson (U. Évora), Cândido Lima (compositor), Carlos Pinto Coelho (jornalista), Eduardo Lopes (U. Évora), Fernando Rocha (Numérica), Jorge Salgado Correia (U. Aveiro), José Rodrigues dos Santos (U. Évora), Miguel Lobo Antunes (Culturgest), Rafael Marquez (Museo Nacional de Ciencias Naturales, Madrid), Vanda Sá (U. Évora).
Jacques Attali (nascido a 1 de Novembro de 1943 em Argel), doutorado em ciências económicas, é um escritor profícuo sobre diversos temas, incluíndo sociologia e economia mas também romance, biografia e até mesmo livros infantis. Em Bruits, editado em 1977, Attali dizia que a própria natureza da música consistia em procurar a gratuitidade, pois essa seria a única forma de o artista evitar a dissolução da sua música no sistema alienante da indústria musical, centrado na repetição. O destino da música seria, assim, concretizado através da composição, em que o artista produziria não por constrangimentos exteriores a si próprio, mas pelo prazer que essa actividade lhe oferece. A música seria um fim em si próprio. Como resultado do surgimento de novas tecnologias e instrumentos, de uma economia política da escassez passaríamos a uma economia política da abundância. Uma consequência disso é que deixaria de haver uma barreira artificial entre produtor e consumidor. Em vez de nos limitarmos a ouvir música, passaríamos todos a tocá-la. A composição tenderia a tornar-se uma experiência de criação colectiva.
Concerto de encerramento
É com um concerto de violino que o 7º Encontro do Alentejo de Música do Século XXI encerra. Suzanna Lidegran, violinista de nacionalidade sueca, apresenta, no Auditório Soror Mariana, pelas 21h 30m, um magnífico programa de peças para violino solista. As obras têm em comum uma exploração extrema das possibilidades técnicas do instrumento, desafiando as qualidades da intérprete e garantindo ao ouvinte um verdadeiro fogo-de-artifício de prazer.





