“All that JAZZ…”
Jazzzzz…Para uns uma paixão, para outros um ódio de estimação, devido, além de outros motivos, ao desconhecimento da história e da forma como esta música se faz…mas também não se pode gostar de tudo. Jazz é um tipo de música que se aprende a gostar, e que passo a passo nos vai tocando e nos ensina a gostarmos dela, coisa pouco comum nos géneros mais pop da música.
Mas surpresa, o Jazz também já foi pop nos distantes tempos dos 20’s e 30’s. Mas porque interessa saber isso, se hoje em dia o jazz é visto como uma música para “alguns” e não para “todos”? Talvez isso se explique pelo facto de não haver grande interesse de “todos” em conhecer este tipo de música criada e ouvida por alguns…mas isto são só “teorias” que não convertem ouvintes, parece-me.
A história do jazz e dos seus criadores é fascinante e tão complexa como a história do país onde ele nasceu. Mas não estou aqui para falar sobre essa historia, para isso conheço alguém que o faça muito melhor que eu.
O seu nome e Nat Hentoff e o livro que ele escreveu chamado “Jazz is…” (Jazz é). Nat Hentoff dá-nos a conhecer como esta arte está esquecida e pouco valorizada e como ela nasceu, cresceu, se tornou complexa e chegou onde chegou. No livro “Jazz is..” conhecemos, através do próprio, a vida dos grandes do jazz e da sua influência, tanto a nível pessoal como musical, neste sempre mutável e pessoal tipo de música.
É interessante reparar como a vida dos artistas de jazz tiveram um efeito tão marcante na própria música que eles mesmo faziam, basta lembrar Louis Armstrong e ver como a sua boa disposição pessoal afectou o jazz que criou. Podemos também ligar como o facto da instabilidade emocional e uso de drogas de Miles Davis quebrar barreiras e ter dado uma nova forma mais avant-gard a este tipo de música…
Em “Jazz is..” de Nat Hentoff percebemos que a música não é mais do que uma expressão individual das nossas emoções, através da criação musical de vários artistas, muitas dessas emoções feitas de amargura e dor, e o jazz e a forma perfeita de conseguir isso, e é neste ponto importante que o nosso Fado e o Jazz se unem, pois ambas não são mais do que a Vida e a sua expressão…sublimemente.
Boas Leituras





