Os olhos da Alma
Na sociedade moderna algo se passa de errado, não sou apenas eu que o digo, porque basta reparar que se vive cada vez mais só, para si mesmo e há cada vez menos comunicação emocional entre todos, que cria em todos nós, alem de outros vazios, um sentimento que “algo esta mal”, mas esse “algo” silencioso, poderse-á talvez resumir a um triste facto que procuramos ignorar senhor/a leitor/a ; os nossos “olhos” da Alma estão fechados.
Em “Invisão”, primeira obra de Mário Cunha, meia dúzia de personagens andam perdidas em busca de alguma coisa vital para a sua existência, mas que, tende sempre a fugir a cada instante, pois os destinos de cada personagem está manchado de duvidas, desejos, buscas e ilusões que nos fazem ver as nossas próprias fraquezas claramente. È que lhes falta antes de mais, encontrarem-se a elas mesmo numa cidade, símbolo do mundo, apressada e cada vez mais insensível na sua falta de sentimentos humanos.
Influenciado ligeiramente, pela obra coral “Magnólia”, filme de Paul T. Anderson e por longa experiência quotidiana na Mario Cunha.
Os Vagabundos
O livro que hoje vos venho apresentar, e sem sombra de dúvida um livro de leitura obrigatória, porque os temas tratados e a forma como foi escrito, não deixa ninguém indiferente a sua mensagem, não importando a faixa etária que o ler, porque certamente a todos fará pensar.
Estou a falar do livro, e em minha opinião uma “obra-prima”, de Daniel Sampaio, “ Vagabundos de Nós” que nos fala de questões actuais como, as relações pais e filhos, o ser diferente, mas a sua principal temática e a homossexualidade e a forma como esta e vista e sentida.
Daniel Sampaio nasceu em 1946, formando-se em 1970 em Medicina, mas só em 1978 publicou o seu primeiro livro (“Droga, Pais e Filhos”) no ano seguinte introduz em Portugal a terapia familiar, depois de se formar com Carl Whitaker. Pela faculdade de medicina de Lisboa obtêm o doutoramento em 1986, especializando-se em Psiquiatria. Desde a publicação do seu primeiro livro, Daniel Sampaio tem vindo a abordar temas como o divórcio, a bulimia/anorexia, o suicídio e a paternidade, tendo como principal objectivo analisar a juventude e a adolescência.
Em “Vagabundos de Nós” conhecemos na intimidade uma mãe (Luísa) e um filho (Diogo), que na primeira pessoa nos dão a conhecer -numa linguagem que nos faz esquecer que e Daniel Sampaio o autor – aquilo que sentem e pensam em relação um ao outro, com todos os ingredientes que fazem uma vida, ate ao dia em que o filho, já crescido, decide dizer a mãe “sou homossexual”, como reagiria senhor/a leitor/a? Que atitude tomaria? A resposta não e fácil, essa e uma das razoes porque acho que este livro, alem de abordar temas incómodos e importantes socialmente, pode ser discutido tanto em família como no meio escolar. A luta pela não exclusão dos outros e o respeito por estes, e afinal de contas, responsabilidade de todos nós.Boas Leituras

O Poder Invisível dos Média
Desde o século XV (1455), altura em que pela primeira vez foi impresso o primeiro livro pelas mãos de Johann Gutenberg em Mainz, cedo se compreendeu que este pequeno passo tinha sido um salto gigante para a Humanidade idêntico ao da roda e do fogo, pois a informação que vinha a tinta de origem natural nos livros tinha poder que as instituições e determinadas pessoas sempre procuraram e procuram dominar por os motivos mais variados, por temerem algo tão complexamente simples e profundamente belo, que tem por nome: a Verdade.
O livro que hoje vos trago aborda não o poder dos livros, mas sim dos media, de seu nome “A Manipulação dos Media” de Noam Chomsky, são abordados temas como a propaganda, as várias administrações americanas e os seus erros ao longo da história da América, assim como as várias contradições mediáticas e politicas que este nos tem dado pelo facto desta nação ter posto sobre os ombros, a sempre criticável e por vezes ridícula posição, de ser o “policia do mundo”.
Noam Chomsky é um importante linguista, no entanto, tem uma vasta obra onde aborda a sua área de especialização, o terrorismo, assim como a política norte americana ao longo da sua história, usando sempre uma acutilante e bem fundamentada crítica dos vários temas que aborda, este autor é em minha opinião essencial para compreendermos a política americana. Acho este autor incontornável, este mostra-nos a “outra América” aquela que tem fome, assim como a “outra” que é constantemente negada por trás dos holofotes da encantadora Hollywood e nos faz “o favor” de acordar do sempre mercantil “Sonho Americano”…
Reflectindo o Futuro
Pensar o futuro foi desde sempre um prazer que a Humanidade, sempre engrandeceu com uma certa aura de misticismo e mesmo de sonho, já na antiga Grécia se podia “ver” o futuro através de um fígado, enquanto na idade média condenavam-se as bruxas, que por artes magicas, ou por algum medo colectivo, interferiam no destino dos Homens até chegar ao Nostrodamos que via o sempre subjectivo futuro, usando um espelho negro e o escrevia em verso, da forma mais imaginativa que os seus dotes o permitiam.
“Ubik – entre 2 mundos” pertence a um dos “magos” da escrita do sec xx, num género que atingiu a sua maior pujança nesse mesmo século, a ficção cientifica e o seu autor é Philip K. Dick, sendo este o criador de histórias que, passaram para a tela de cinema com filmes como “Minority Report” escrito em 1955.
Este livro conta-nos a história de Rucinter que gere uma empresa que procura pessoas dotadas, com capacidades tais como as de ler o pensamento alheio ou mesmo prever o futuro, também neste período onde se passa a historia já se pode falar com os mortos e estes podem por curtos períodos ter o seu cérebro “reactivado” e assim sair do coma cerebral que lhes foi imposto.
Para compreender os universos criados por Philip Dick é necessário saber um pouco da atribulada existência, tendo este feito várias tentativas de suicídio, dois divórcios e até experiências com drogas alucinatórias que juntas num só indivíduo com agorafobia (medo de espaços abertos) revolucionou a ficção científica, dando-lhe mais profundidade e complexidade como ninguém antes dele.Boas Leituras
O computador biológico que temos
Hoje o livro que vos trago, aborda um dos “objectos” mais fascinantes e simultaneamente misteriosos, que tem vindo a seduzir e a fascinar gerações de cientistas, esse objecto é o cérebro e o nome do livro é “Como funciona o cérebro”. Este dá-nos a conhecer coisas tão curiosas como por exemplo, …sabia que ligando os “cabos” cerebrais que transportam a informação, chegaria para dar duas voltas à terra, ou que o cerebelo ocupa um décimo do cérebro e ainda sabia que o cérebro, que todos nós somos felizes portadores pesa cerca de 1,4kg?
Além destas características físicas atrás referidas, este pequeno livro aborda igualmente o fenómeno da consciência (de si), que faz de nós seres diferentes de outros animais na natureza, assim como, em óptimos textos mostra-nos as transformações da evolução Humana até ao surgimento da linguagem.
Jonh McCrone o autor deste fascinante livro de bolso, tem vários trabalhos nesta área, publica em jornais e revistas da especialidade, tais como o New Scientist ou o Guardian, este livro enquadra-se num conjunto de manuais práticos de ciência, nos quais são abordados de forma compreensível e ao alcance de todos, temas basilares do mundo actual.
São abordados também nesta colecção, temas como os efeitos de estufa, que como é do conhecimento geral, trazem horríveis consequências ambientais e naturais à nossa “moradia cósmica”, assim como as energias alternativas, que actualmente procuram ser uma solução ás agressões das energias provenientes do petróleo e de outras substâncias igualmente perigosas, entre outros temas em minha opinião estes são um conjunto de manuais indispensáveis, para todos os que desejam conhecer o nosso complexo mundo um pouco melhor.





