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Varios

Pubicado em 27 January 2008

«Em que pensa o meu bebé?»

O livro do Dr. Richard Woolfson, que chega a Portugal em Março, revela aos pais o que vai na cabeça dos seus bebés, desde que nascem até aos três anos de idade

Quando é que os bebés reconhecem o seu próprio reflexo? Por que é que as crianças passam da calma à fúria em somente 10 segundos? A que é que as crianças pequenas acham graça?
As respostas a estas e a outras questões surgem no livro «Em que pensa o meu bebé?», do Dr. Richard Woolfson, conceituado pedopisólogo inglês que vê a sua última publicação chegar em Março às livrarias portuguesas com a chancela da Texto Editores.

Incluindo numerosos conselhos práticos e dados provenientes de estudos recentes, «Em que pensa o meu bebé?» explica como funciona a mente de uma criança, desde que nasce até aos três anos de idade, revela ainda como interpretar a linguagem corporal em desenvolvimento, abrangendo todos os aspectos relacionados com o comportamento dos bebés e das crianças pequenas.

Se já se interrogou sobre o que vai na cabeça dos seus pequeninos e por que razão os bebés respondem de determinada forma, «Em que pensa o meu bebé? É o livro ideal para compreender os bebés e as crianças dos 0 aos 3 anos.

“Ler? Para quê??”Nos tempos em que vivemos muitos jovens fazem a pergunta do titulo deste artigo, “ler? para quê??”, e por essa razão a grande maioria destes ignoram um dos maiores prazeres que existem neste mundo a juntar a outros prazeres mais, hedonísticos, chamemos-lhes assim. Que mundo será, e é, o nosso onde a leitura é vista como uma perda de tempo e um aborrecimento? Que futuro será o nosso, como nação e mundo, sem a incapacidade dos seus cidadãos de ler, questionar e agir baseado nessas actividades?… Será bastante negro, pouco civilizado e violento.
E esse mundo e o mundo que temos ou estamos, afinal não é assim tão distante… onde jovens por falta de orientação e reflexão decidem ir pelo caminho da violência e da criminalidade, claro que a leitura não seria a solução para famílias hiper disfuncionais, mas alguma coisa mudaria ou seria evitada.
Mas porque será que os jovens não lêem mais, ou até mesmo, porque não lêem? A resposta para essa questão talvez esteja na sociedade hiper mediatizada onde vivemos, onde a internet, a televisão, a rádio são as principais fontes de informação, e deve-se a irresponsabilidade destes meios de não estimularem a leitura, sei que isto pode soar a uma acusação vazia, mas basta prestar atenção par ver isso. Na rádio o mais importante são as canções da moda, na net, chats e todo um parafernal conjunto de meios faz os jovens alienarem-se da realidade e levando a nunca interesarem-se a olhar para um livro que seja.
Mas as culpas não estão só nos media, elas residem também nas escolas, liceus e universidades, porquê?…quem não se lembra dos livros obrigatórios e dos testes que se fazem baseados neles, a pergunta que se faz è, quantos alunos realmente lêem os livros? E será que tiram alguma coisa deles, a não ser longas horas de tédio? Ou, a outro nível, a atitude de certos professores de quererem ensinar um tema e sugerir livros baseados nestes e que se não forem lidos, que por certo não serão, levam à reprovação dos alunos, e desses alunos, quantos ficaram “apanhados” com esse desafio? Muito poucos, garanto. Baseado nisto e no efeito ameaçador de certos professores e dos livros que eles obrigam os alunos a ler, isso de certo levará e leva a que o número de potenciais leitores diminua significativamente, será que não é óbvio? Mas para além dos exemplos citados, existe uma carismática minoria de professores que ocasionalmente lá conseguem “converter (ou até mesmo mudar) algumas almas”.
Pensando bem e visto isto tudo, a maior responsabilidade de “converter” alguém à leitura está nas mãos, embora não conscientes, das nossas famílias e amigos e de nós mesmos. Na família residem muitas soluções para muitos problemas sociais dos nossos e de outros tempos, entre os quais o amor ou a total ausência de atracção pela leitura e digo isto não só por experiência própria mas também por conversas entre amigos e exemplos dados por estes.
Todos sabemos que a ignorância ou a falta de curiosidade não mudam sociedades antes as levam para a violência e para a superficialidade para a criação de um mundo e de pessoas “novas”, intelectualmente falando; para isso ser mudado cabe a todos os amantes da leitura espalhar o seu amor por este grande Prazer.
Se este artigo tenha tido alguma utilidade espero que tenha sido, na sua reflexão superficial, a de lembrar ao leitor que o Saber e a Cultura não deve pertencer a elites de leitores com capacidade de reflector e agir com bases nestes, mas sim cabe a essa minoria social a obrigação social de alterar isto, nem que seja como obrigação social tão importante como o voto.

O X que se chamava Malcolm

Recentemente deu-me o desejo de comprar um livro visto os livros nas bibliotecas de Vancouver custarem uns trocos, literalmente. Ao entrar na biblioteca pública de Vancouver, num dos seus ramos, fui ter aos carrinhos onde estão os livros à venda, e por uns modestos 15 cêntimos comprei o livro de que vos vou falar.
O livro estava em perfeitas condições e como se tivesse acabado de chegar a uma daquelas grandes livrarias conhecidas pelas suas enormes quantidades, e tantas vezes relativa qualidade, de livros. O titulo do livro e “Malcolm X: como eles o conheciam” editado por David Gallen.
Já todos conhecemos ou ouvimos falar de Malcom Little- mais tarde aquando da sua conversão ao islamismo adicionou o X como sinal de incógnita e revolta em relação ao seu nome de escravo – quem foi e o que fez. É sempre importante, quando mesmo vital, relembrar os homens e mulheres que no seu tempo, “lutaram” por aquilo que hoje aceitamos como garantido e que por vezes é posto perigosamente em causa na nossa sociedade por gente irresponsável…um desses “guerreiros” da transformação social foi o grande Malcolm X.
Em “Malcolm X, como eles o conheciam”, reúne várias entrevistas radiofónicas, televisivas e uma breve entrevista à Playboy, isto na primeira parte do livro. A segunda parte do livro, uns seis artigos, abordam a importância e influência que Malcolm X teve para a sociedade Americana e para quem o conhecia, além de reflector sobre quem e porque razão Malcom X foi assassinado. O livro analisa também, a essência e os vários mitos em relação a Malcolm X, porque não deixa de ser inegável a importância politica/social que este teve, tanto na comunidade branca como negra até aos dias de hoje e talvez seja devido a esta imagem, criada pelos media, do homem real do mito.
O início da vida de Malcolm X foi tão igual a muitas vidas dos jovens delinquentes dos bairros negros das sociedades de hoje em dia, a adicionar uma sociedade marcada por uma extrema violência racial. Mas a transformação pessoal veio quando na prisão, Malcom leu sobre o Elijah Muhammad líder do movimento negro Islamista. Por ler sobre o movimento Islâmico e do adoptar enquanto estava na prisão, Malcom começou a ler filosofia e historia de modo a conhecer o papel que o povo negro teve nas Américas até à modernidade, além de ter deixado de fumar e começado a dedicar-se totalmente a fé islâmica.
Ao sair da prisão, como sinal de revolta em relação ao seu nome de escravo, Malcolm pôs o X onde o nome Little estava, a partir dai começa gradualmente a ter mais e mais influência no movimento islâmico negro através dos seus poderosos e radicais discursos que incentivavam a comunidade negra a unir-se e a ser totalmente independente dos broncos e da sua influência. Mas foi uma viagem a Meca e Médio Oriente que preparou, de certa forma, o seu assassinato, além de se aperceber que o seu intocável líder, Elijah Muhammad, era tão pecador como os demais. Ao voltar de Meca, Malcolm X viu que brancos e negros viviam em paz sobre a protecção de Allah, sendo Malcolm X sempre um fervoroso crente do nacionalismo negro, e foi ao tentar mostrar que outra forma de viver a fé Islâmica e luta racial e a juntar ao seu distanciamento do movimento Islâmico negro que levou à sua morte. Isto foi uma tentativa de resumir a vida de um homem complexo e carismático num tempo de intensa mudança social e politica que se continua a sentir até aos nossos dias.
Malcolm X pode ter morrido fisicamente, no entanto as suas ideias e a sua força perdura, prova disso são os livros que se fazem, os 2,340,000 que se podem encontrar numa pesquisa no Yahoo. Seja como for, teremos sempre as palavras deste grande homem para nos motivar e fazer pensar, não só nas lutas raciais mas também para outras tão importantes lutas sociais que constantemente se travam. Porque Malcolm X não pertence a um só século, ele nasceu e morreu num, mas a sua mensagem e história pessoal e um exemplo para os oprimidos de todos os séculos e lugares.

Noticia publicada por:

Claudio J. - que publicou 1376 noticias no Alentejo Magazine.


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