Arquivado | Economia

Ryanair poderá operar no aeroporto de Beja

Pubicado em 25 March 2008

A companhia aérea irlandesa Ryanair, uma das maiores da Europa no sector de voos de baixo custo, poderá operar a partir do aeroporto de Beja, disse hoje o presidente da empresa responsável pela infra-estrutura alentejana.
“Já existe um entendimento com a Ryanair, as negociações vão avançadas e estão quase criadas todas as condições para a companhia poder vir a operar a partir do aeroporto de Beja”, revelou à agência Lusa o presidente da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB), José Queirós.
O responsável escusou-se a avançar mais pormenores sobre as negociações com a Ryanair, devido ao acordo de confidencialidade existente entre a EDAB e a companhia aérea irlandesa.
Apesar de as negociações com a Ryanair serem “as mais avançadas”, José Queirós frisou que “a EDAB está também em conversações com outras companhias aéreas de baixo custo interessadas em operar a partir de Beja”, como a britânica Jet2.
Quase um ano após o arranque das obras, a primeira empreitada, prevista durar até ao próximo mês de Abril, “deverá terminar em Maio”, devido a “um problema operacional” que provocou um “ligeiro atraso” nas obras, justificou o responsável.
Orçada em 10 milhões de euros, a primeira empreitada inclui a construção da placa de estacionamento, das áreas operacionais e das estradas de ligação às pistas da Base Aérea n/o 11 (BA11).
Após a comissão de avaliação ter chumbado todas as propostas do concurso público para a execução da segunda empreitada, “devido a respostas incompletas nos processos dos concorrentes”, explicou José Queirós, a EDAB convidou as 14 empresas a enviar novas propostas, cujo prazo de entrega termina quarta-feira.
A EDAB, acrescentou o responsável, vai avançar com negociações directas com as empresas concorrentes, para “escolher a proposta mais favorável e adjudicar a empreitada”.
Orçada em 10,1 milhões de euros, a segunda empreitada, que José Queirós “gostaria de ver adjudicada até finais de Abril ou inícios de Maio”, inclui a construção dos terminais (um de passageiros e outro de carga) e dos edifícios (serviços, bombeiros, material de placa e portaria).
O atraso no arranque da segunda empreitada, “dependendo do período de execução proposto pela empresa a que for adjudicada a obra”, admitiu José Queirós, “poderá ter implicações na conclusão do aeroporto de Beja” e posterior entrada em funcionamento, prevista até ao final deste ano.
Actualmente está a decorrer o concurso público para a construção de uma estação de tratamento de águas residuais, num investimento de 850 mil euros.
José Queiroz referiu ainda que a EDAB está também a negociar com a Força Aérea Portuguesa (FAP) os regulamentos técnicos e económicos que irão definir a actividade operacional do aeroporto de Beja através do uso das pistas da BA11.
“A competitividade e os custos operacionais do aeroporto de Beja, que vão ser decisivos para atrair companhias, vão depender do regulamento económico, que vai determinar as taxas que a EDAB terá que pagar à FAP pelo uso das pistas da BA11″, explicou.
A construção do aeroporto é financiada pelo Orçamento de Estado e por fundos comunitários, tendo já verbas contempladas no Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central de 2006 (15,9 milhões de euros), 2007 (15,1 milhões) e 2008 (2,1 milhões).
LL.
Lusa

Noticia publicada por:

Claudio J. - que publicou 1376 noticias no Alentejo Magazine.


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