A localidade de Cercal do Alentejo, no concelho de Santiago do Cacém, voltou a ser povoado pelas memórias dos anos 40/50.
Na tarde de ontem, os pregões das lavadeiras, do vendedor de jornais, do vendedor de amendoins e de tremoços, a “artimanha” do vendedor da banha da cobra, os cânticos das mulheres do campo, na ceifa ou na apanha da azeitona, fizeram muitos recordar ao que outrora foi o vila de Cercal do Alentejo.
O desfile, com mais de meia centena de figurantes, encabeçado pelo Grupo Coral da Casa do Povo de Cercal do Alentejo, espelhou ainda as várias profissões ligadas aos vários ciclos da natureza e à sua transformação por parte do homem nomeadamente a produção de mel, onde nem as abelhas faltaram, as fases do ciclo do pão, do azeite, queijo e minérios e a execução do vinho desde a vindima até ao seu consumo, bem atestado pelos bêbados que acompanhavam o desfile.
Um consumo também saboreado pelas largas centenas de pessoas que, degustaram gratuitamente, os mais de 600 litros de sangria confeccionados durante a tarde.
Um final de tarde e noite embalados ao som de Fanan, Maria Alice, Tuna e Cantares da Universidade da Terceira Idade da Amadora, Orfeão da Banda Lira Cercalense, Amantes do Alentejo, Carla Maria, Samuel Julião e Guilherme Campos.
Helena Melo, da Liga de Amigos de Cercal do Alentejo, salientou no final da iniciativa que esta iniciativa foi mais uma forma desta Associação revitalizar tradições e recordar, ou dar a conhecer aos mais novos, o Cercal do Alentejo do seu tempo, com as suas particularidades rurais.





