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5 Freguesias do concelho de Santiago do Cacém sem cuidados de enfermagem – Autarca contesta decisão

Pubicado em 31 October 2008

O presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Vítor Proença, contestou hoje a ausência de renovação dos contratos de trabalho para nove profissionais do Centro de Saúde local, deixando cinco freguesias sem cuidados de enfermagem.
“Estou muito indignado. Isto é maltratar as pessoas do concelho, que já de si é tão deficitário em cuidados de saúde primários”, lamentou o autarca (CDU), em declarações à Lusa.
Para Vítor Proença, a não renovação de contratos a nove profissionais de saúde (dois médicos, quatro enfermeiros, um terapeuta da fala, um técnico de higiene oral e um administrativo) “é uma total irresponsabilidade”.
“Isto contraria as promessas feitas no Verão passado durante uma reunião com o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, que prometeu que iriam ser encontrados mecanismos para que estas pessoas ficassem” em funções, argumentou.
Os primeiros contratos chegam ao fim sexta-feira, implicando a saída de uma médica da extensão de saúde de Vila Nova de Santo André, assim como três enfermeiros a prestar serviço em freguesias do interior.
Nos dias 6 e 20 de Novembro, o mesmo acontece com os restantes profissionais contratados.
S. Domingos, Vale de Água, Alvalade do Sado, Abela e Ermidas-Sado são as freguesias afectadas com a saída dos quatro enfermeiros. “Nestas zonas do interior, vamos ficar sem cuidados de enfermagem”, atestou Vítor Proença.
O autarca já agendou para o final do dia de sexta-feira uma reunião conjunta com os presidentes das Juntas de Freguesia e os representantes das Comissões de Utentes, de modo a “analisar a situação e decidir que medidas tomar face a este cenário”.
À espera de respostas a pouco mais de 24 horas da conclusão dos primeiros contratos, o director do Centro de Saúde de Santiago do Cacém, Rui Calado, admitiu à Lusa que a não renovação das contratações “prejudica muitíssimo” o funcionamento da unidade e respectivas extensões.
“Só em termos de enfermagem, corresponde a um terço ou mais da nossa capacidade”, declarou.
A situação é mais grave, na sua opinião, já que afectará o interior do concelho, implicando ainda a não concretização de programas mínimos obrigatórios como a vacinação, saúde infantil, oral e materna.
“Algumas destas pessoas estão a trabalhar connosco há mais de quatro anos e já estabeleceram aqui a sua vida”, expôs ainda.
A Lusa tentou obter esclarecimentos da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, mas não foi possível até ao momento obter uma reacção a esta matéria.

RE

Lusa

Noticia publicada por:

Claudio J. - que publicou 1376 noticias no Alentejo Magazine.


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