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Assinado protocolo para a candidatura “Eixo 4 do PROMAR” para o Desenvolvimento Sustentável das Zonas Costeiras

Pubicado em 03 January 2009

“Valorizar a pesca artesanal da Costa de Santo André e os seus produtos, caso das enguias pescadas na zona e tão apreciadas por quem nos visita” é um dos objectivos, de acordo com o Vereador responsável pelas Actividades Económicas, Álvaro Beijinha, que levou a Câmara Municipal de Santiago do Cacém a assinar um protocolo de parceria para a candidatura ao “Eixo 4 do PROMAR” para o Desenvolvimento Sustentável das Zonas Costeiras.
A cerimónia de adesão das mais de 30 entidades ao programa liderado pela ADL (Associação de Desenvolvimento do Litoral Alentejano) e pela ADREPS (Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal) decorreu na Biblioteca Municipal de Santiago do Cacém. Antes foi apresentado o Plano de Estratégia para o Desenvolvimento Sustentável da Zona Costeira que abrange os territórios correspondentes aos Municípios de Santiago do Cacém, Alcácer do Sal, Alcochete, Grândola, Sines, Moita, Montijo, Odemira, Sesimbra e Setúbal.
Esta candidatura está orçada no total em cerca de 11 milhões de euros a que corresponde um financiamento do Fundo Estrutural das Pescas de cerca de 5 milhões a que há que acrescentar o financiamento do Orçamento de Estado e dos Promotores, com taxas de co-financiamento diferenciadas de acordo com o projecto e o beneficiário. Para o Litoral Alentejano o valor total de investimento é de cerca de 6 milhões de euros e o do FEP de cerca de 3,4 milhões.
Segundo os objectivos da candidatura que vai agora ser entregue o território apresenta potencialidades a não descurar face às oportunidades, permitindo o seu desenvolvimento sustentado. Álvaro Beijinha reforçou que a autarquia de Santiago do Cacém pretende desta forma “preservar e dinamizar a pequena comunidade piscatória da Costa de Santo André que se dedica à pesca artesanal através por exemplo da certificação dos seus produtos (caso das enguias), apostando ainda no turismo, artesanato local e até mesmo na recuperação das antigas cabanas dos pescadores”.
A riqueza em recursos e tradições fluvio marítimas e o valiosíssimo património ambiental, aliados à determinação, espírito empreendedor e talento dos agentes do sector, permitem acreditar que a sua concretização da estratégia será possível, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável das zonas de pesca, através
da valorização dos produtos e serviços do sector e da melhoria da qualidade de vida das comunidades piscatórias.
Neste contexto, caso a candidatura seja aprovada preconiza-se para o território uma visão estratégica ambiciosa, mas exequível e sustentável, que pode ser enunciada da seguinte forma:
Apoiar intervenções, dos profissionais da pesca e suas famílias, para o desenvolvimento de actividades turísticas, pedagógicas, recreativas e de lazer.
Promover a organização de actividades e eventos que valorizem o pescado local junto dos visitantes. Promover a criação de produtos turísticos integrados. Património natural e ambiental. Sensibilizar e envolver as comunidades piscatórias na preservação dos valores ambientais.
Promover acções de divulgação e valorização dos recursos naturais e ambientais do território do GAC. Apoiar investimentos em infraestruturas patrimoniais relacionadas com sector, como por exemplo, museus, cais palafíticos, etc. Dinamizar a animação cultural e recreativa da zona de intervenção do GAC. Organizar, promover e qualificar eventos ligados às tradições do sector. Apoiar actividades ligadas ao artesanato das comunidades piscatórias.
Apoiar a certificação dos produtos locais de qualidade das zonas de pesca, desde que não elegível nos outros eixos e valorizar o pescado local junto de empresas de restauração, hotelaria e público em geral.

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Claudio J. - que publicou 1376 noticias no Alentejo Magazine.


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