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Palavras Soltas – Mestre Dickens

Pubicado em 18 March 2009

dickensCharles Dickens foi um homem de todos os tempos de universal personalidade e escrita e artista em que a vida igualava as reflexões da própria arte. Dickens nasceu e cresceu em Londres mas foi devido à escrita que teve a possibilidade de conhecer o mundo, nunca esquecendo as raízes. Para mim Charles Dickens é um dos autores que mais admiro, pois este consegui-o de forma genial não só criticar a sociedade, mas ele mesmo fazer alguma coisa para a melhorar e embora este tenha entrado na elite literária nunca esqueceu as suas simples origens.
Em “Charles Dickens” de Michahel Slater é-nos mostrado o Dickens real sem notificações, rico com todas as suas vitórias, derrotas e dificuldades. Este livro pertence a uma colecção que dá a conhecer as vidas de grandes figuras inglesas, entre elas Charles Darwin, Isaac Newton, George Eliot entre outros.
Dá-nos também a conhecer como surgiram histórias como “Oliver Twist”,o intemporal “Conto de Natal”, “Nicles Nicleby” entre outros, explicando-nos as razões politicas, sociais e pessoais que levou este a escreve-las, nunca se vergando aos seus mais essenciais princípios.
Julga-se muitas vezes que o nosso tempo é sempre o pior dos tempos, mas isso não passa de uma ilusão. Já no tempo de Dickens se vivia numa sociedade rica de corrupções, pobreza, miséria e miserias, ricos e pobres interiormente e pobres de bom coração…vendo bem o mundo não mudou assim tanto, e é isso que faz de Charles Dickens o grande mestre que é.
No tempo de Dickens muitos escritores reflectiram sobre o mundo em que viviam, eram outros tempos. Entre eles constam Alexandre Dumas, Stenthal e Zola, todos eles pensaram a sociedade e história que experienciaram e os indivíduos que a habitavam.
Hoje em dia o acto da escrita tornou-se um acto muito mercantilista em que se avalia mais um livro pela quantidade de exemplares que vende do que pela qualidade que está neste, classificando-se assim este como, muitos livros igual a boa qualidade.
No entanto esta lógica é em si traiçoeira, porque foi a modernização da sociedade que Dickens presenciou e criticou que nos levou onde estamos, vivendo onde há uma exaustiva quantidade de livros mas poucos realmente bons, de certa forma a modernização e a “massificação” tornaram o mundo dos livros uma autentica selva pela nossa atenção e carteiras, onde os bons livros ficam a um canto e os “nem tão bons” ganham destaque.
Vendo bem, os livros de Dickens não falam só da sociedade do passado, mas também do tempo presente. Ele pensou também naquilo em que nos tornámos e o que esta nos fez, bem, talvez não tenha feito, mas sim tornou mais apurado tanto nas nossas qualidades e nos defeitos.

“Em literatura, o meio mais seguro de ter razão é estar morto.” [Victor Hugo]

Boas Leituras

Noticia publicada por:

Claudio J. - que publicou 1376 noticias no Alentejo Magazine.


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