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Agricultores da ZPE de Cuba vão compatibilizar produção com conservação de aves

Pubicado em 01 April 2009

sisaoOs agricultores incluídos na Zona de Protecção Especial (ZPE) de Cuba, no Alentejo, vão adoptar medidas para compatibilizar a produção agrícola com a conservação de aves estepárias, como a abertarda e o sisão.
As medidas estão previstas num acordo já assinado entre os agricultores, organismos dos ministérios da Agricultura e do Ambiente e duas organizações não governamentais de conservação da natureza, disse hoje à agência Lusa o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, durante uma visita à ZPE de Cuba.
O acordo, que vai vigorar até 2015, “estipula um programa de gestão agrícola da ZPE de Cuba que vai permitir aos agricultores produzirem em condições que viabilizam a conservação das aves estepárias”, explicou o governante.
O bloco de rega de Faro do Alentejo, com cerca de 2.700 hectares e incluído no aproveitamento hidroagrícola de Alvito/Pisão do projecto Alqueva, sobrepõe-se à ZPE de Cuba, considerada uma das áreas mais importantes para a conservação das aves estepárias em Portugal, que dependem de grandes culturas de cereais para se alimentarem e nidificarem.
Através de “pequenas medidas” a implementar pelos agricultores, explicou Humberto Rosa, o acordo “vai provar que é possível fazer agricultura de regadio ou de sequeiro rentável e compatível com a conservação de aves estepárias”, considerada “prioritária” pela União Europeia, através da Directiva Aves.
O Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), a Liga para a Protecção da Natureza (LPN), a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo (DRAPAL) e a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA) são as entidades signatárias do acordo com os agricultores.
O programa define quais as culturas que “não se devem plantar”, como as lenhosas (árvores de fruto), e estipula as zonas e regras específicas para a instalação e funcionamento de pivôs de rega.
A adopção de “medidas especiais na instalação de infra-estruturas eléctricas”, para “mitigar o risco e os efeitos de eventuais colisões das aves”, e a realização de obras de instalação de tubos “fora da época de nidificação das aves” são outras das medidas.
O acordo, explicou Humberto Rosa, “atribui à EDIA a responsabilidade pela monitorização da população de aves estepárias da ZPE de Cuba” e “dispõe que a área de sequeiro irá beneficiar de uma Intervenção Territorial Integrada, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural.
LL.
Lusa

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Claudio J. - que publicou 1376 noticias no Alentejo Magazine.


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3 Comentários para esta noticia

  1. Manuel Cesário Rosa Páscoa says:

    é mais uma ideia poetica. a agricultura de sequeiro não se compadece com estes eventos tem de prevalecer o que é tradicional porque só assim se conserva a natureza. é uma questão de coesão nacional e europeia. Ou a próxima PAC É BEM NEGOCIADA OU A AGRICULTURA DE SEQUEIRO MORRE E MUITAS EMPRESAS VÃO Á FALÊNCIA. SE ISSO ACONTECER É A DESGRAÇA DA NOSSA REGIÃO.É OU NÃO VERDADE QUE A CULTURA CEREALIFERA DE SEQUEIRO E A PECUÁRIA EXTENSIVA NO ALENTEJO NÃO TEM SUBSTITUIÇÃO EM PELO MENOS 60% DA SUA ÁREQA TOTAL.OS RESTANTES 40% PODEM SER OLIVAL,VINHA FOLRESTA OU HORTICOLAS, MAS ISSO TUDO É POUCO MAIS DE UM TERÇO DA AREA DO ALENTEJ0.EU FALO DO RESTO.

  2. Manuel Cesário Rosa Páscoa says:

    UMA NOTA FINAL. TODOS OS ORGANISMOS QUE TÊM SIDO CRIADOS PARA PROTEGER A NATUREZA TEM RECEBIDO SUBSIDIOS DO ESTADO E MUITOS. OS AGRICULTORES QUE TÊM UM PAPEL FUNDAMENTAL NESSA AREA, QUE RECEBERAM ? NADA. A AGRICULTURA SEMPRE FOI MADRASTA DESTA GENTE.
    É UMA LUTA DE QUE NÃO DEVEMOS DESISTIR. AQUELES QUE MAIS TÊM PROTEGIDO A NATUREZA SÃO OS QUE NADA TEM RECEBIDO. A RESISTÊNCIA TEM LIMITES, JA EXISTEM TERRAS ABANDONADAS É OU NÃO VERDADE ? EU VOU MOSTRAR SE FOR PRECISO. COM TERRAS ABANDONADAS PASSADOS QUATRO ANOS JA NÃO DÃO CARDOS,ENTÃO COMO SE PROTEJE A NATUREZA.

  3. Manuel Cesário Rosa Páscoa says:

    AI ESTÃO OS PREÇOS DOS CEREAIS. 14,15 CENTIMOS O QUILO. BONITO NÃO É ? a unica actividade no alentejo que tem valor acrescentado está totalmente desportegida.
    os nossos governantes o que fazem ? nada. absolutamente nada. quando as empresas falirem logo se vê se temos dinheiro para comprar farinhas e trigo lá fora. ISTO DA AGRICULTURA É MAU DE MAIS PARA SER VERDADE E É. ainda existem militantes de esquerda e frequentadores das mesas dos cafés, que levam o tempo a dizer que os agricultores só recebem subsidios e não fazem nada.a maldade humana não tem limites.

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