O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, lamentou que as potencialidades do Alentejo na área agrícola, mesmo depois de Alqueva, estejam “subaproveitadas”, contrapondo que “uma política mais audaciosa de investimento de proximidade” beneficiaria a região.
“No plano da agricultura, e ao contrário daquilo que estava previsto, designadamente depois daquela grande obra que é o Alqueva, numa perspectiva de desenvolvimento rural da nossa agricultura, de contribuição para o défice agro-alimentar, o Alentejo tem todas as potencialidades mas está subaproveitado”, lamentou Jerónimo de Sousa.
“O que falta fazer no Alentejo, é como digo no plano central, uma contribuição, particularmente no plano do investimento público”, defendeu em declarações aos jornalistas, numa visita à Santiagro – Feira da Agro-Pecuária e do Cavalo de Santiago do Cacém.
O secretário-geral do PCP sugeriu também como motor de desenvolvimento para a região “uma política mais audaciosa de investimento de proximidade, designadamente através das autarquias”, que considera serem “os protagonistas principais desse desenvolvimento”, seja também “no plano do emprego, seja no plano económico”.
Jerónimo de Sousa classificou ainda como “quase um crime” o “desperdício”, por “falta investimento público”, de uma região “que podia produzir tanta coisa”.
“É quase um crime o desperdício que se está a fazer em relação a uma região que poderia produzir tanta coisa, e que tem condições para isso, e infelizmente tem falta desse investimento público”, sublinhou.
“Hoje produzimos apenas vinte por cento daquilo que precisamos, não somos auto-suficientes. É evidente que o défice é crónico e de muitos anos, nem sequer estou a responsabilizar este Governo nestes últimos quatro anos”, sublinhou, referindo a dependência do estrangeiro.
“Nós consideramos que se está a assistir a um processo de desertificação, de abandono, por falta dessa política audaciosa de investimento, de confiar nesta região como contribuição, desde os cereais, desde os legumes, desde o azeite. Todas as potencialidades que existem, se fossem de facto aproveitadas, não estariamos como estamos”, concluiu.
Fonte: Agência Lusa





