Costumo sempre fazer uma breve introdução e esta não será excepção, no entanto, falar dos 7 pecados mortais é algo que muitos já fizeram antes de mim e estou a falar séculos atrás até hoje. Mas falar de pecados no século 21 tem um seu quê de humorístico e mesmo irónico, pois veja se a Gula do ocidente onde há comida com fartura, sem esquecer a muita preguiça que há neste.
Bem, podia-se escrever por várias páginas tanto eu como o leitor, dependendo da moralidade de quem escreve, sobre este imortal e universal temática. Mas parece-me que este tema é sempre um bom tema de conversa pois pode-se reflectir num tema que ainda não foi definitivamente resolvido e nunca o será, parece-me.
Mas deixe-mos os pecados para os “profissionais”. Hoje o livro que aqui vos venho sugerir aborda os 7 pecados de uma forma resumida, reflectindo sobre estes a nível histórico, social e religioso, sem nunca subestimar a inteligência do leitor e fazendo-o pensar sobre estes de uma forma muito bem informada.
Esta interessante colecção tem a chancela da Universidade de Oxford, sendo esta escrita por vários professores universitários que de uma forma descontraída e com algum humor, que a matéria exige, sobre o complexo mundo da moralidade e do pecado.
Uma coisa que me agrada nesta colecção e a sua capacidade de desmistificar aquilo que muitos tomam como inquestionável, tipo “se é pecado, não há perguntas a serem feitas, religião não se questiona! Assunto encerrado!” e o assunto morre ali.
Mas alguém questionou, e como quem questiona uma vez, questiona sempre mais, alguém tinha que responder, e para aqueles que se questionam sobre os pecados e os seus limites e desenvolvimento ao longo da História, esta colecção vai certamente satisfazer muito boa gente.
Para os interessados e curiosos aqui vos deixo um site que vos mostrara excertos sobre o Orgulho (http://books.google.ca/books?id=ybNyPCKslUsC&printsec=frontcover&dq=sins&as_brr=3#PPA1,M1) e Gula (http://books.google.ca/books?id=VLQzBwlvCUgC&printsec=frontcover&dq=sins&as_brr=3) .
Todos temos limites, tanto espirituais como humanos e os 7 pecados são prova das nossas insuficiências como ser humanos, talvez devido aos excessos e “animalidades” que estes pecados sempre terem vivido em nós, pois são parte do que somos, e isso pede uma questão, deverei eu abraçar o pecado/excesso para ficar satisfeito? Ou deverei eu lutar contra ele para mostrar o tão civilizado, e inteligente que sou, mesmo quando isto vai ao mais essencial de quem sou?
A reposta a estas questões já vem do passado e por mais que a responda-mos, com certeza que e mais correcta, outra pessoa terá a mesma certeza, respondendo a esta de maneira oposta, logo quem esta “certo”? Não sei, mas a resposta sobre o pecado seja a mesma em relação a democracia, tudo depende das suas consequências e da forma como estas são capazes de melhorar a vida dos nos rodeiam.
Pecado, sim ou não?? As vezes Nin é a melhor resposta…
“”O melhor creme de beleza é uma consciência limpa.””
(Arletty)
Boas Leituras
Tiago Ribeiro





