O Presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, Rui Madeira discorda da decisão anunciada recentemente pela Direcção da Estradas de Portugal de cortar durante quatro fins-de-semana, a estrada nacional 261 que liga Alvalade à Mimosa e também ao IC-1.
Em causa estão as obras de reestruturação das Pontes Seca e dos Arcos, que dão acesso à vila e que nos próximos tempos, ainda sem data conhecida serão cortadas à circulação automóvel.
Rui Madeira diz que “a solução que a Estradas de Portugal encontrou não satisfaz os interesses da população porque as pessoas em vez de fazerem um quilómetro para chegarem à Mimosa vão passar a fazer 40 quilómetros através de São Domingos, Abela e Ermidas”.
Os habitantes da Mimosa deslocam-se a Alvalade para fazerem compras, utilizar a caixa multibanco, ir à farmácia etc..) e muitos Alvaladenses trabalham em empresas localizadas na Mimosa.
A Estradas de Portugal alega que o corte total das Pontes tem mesmo que ser feito porque necessita de colocar no local maquinaria pesada que impede a circulação do trânsito nas Pontes e por isso defende o encerramento total da circulação de trânsito.
O Presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, diz que as obras são necessárias, mas não concorda com a solução apresentada pela EP e defende a criação de um caminho alternativo, junto às Pontes.
“Foi-nos dito no inicio da obra que não seria necessário o encerramento total daquela via de acesso e entendemos que a Estradas de Portugal deveriam ter ponderado logo esta situação que a concretizar-se vai causar grandes transtornos à população que pretenda deslocar-se até à Mimosa ou vice-versa”, explica Rui Madeira.
A Estradas de Portugal comprometeu-se a deixar passar os veículos de emergência e da Casa do Povo (Centro de Dia), no entanto Rui Madeira fala de grandes prejuízos para a população por causa de uma obra mal planeada.
O Presidente da Junta de Freguesia de Alvalade espera que seja encontrada uma solução alternativa, porque a concretizar-se o corte das Pontes durante quatro fins-de-semana irá ter grandes implicações económicas para a população das duas localidades.





