Arquivado | Ambiente

Grândola e Santiago “juntam-se” contra traçado ferroviário

Pubicado em 09 July 2009

Moradores e proprietários de Grândola e Santiago do Cacém constituíram uma associação contra o projecto de um traçado ferroviário para transporte de mercadorias que, alegam, pode “destruir aldeias”, “montado”, “pinhais”, “lençois freáticos” e “quintas históricas”.
A ‘”Associação Protectora do Montado, Contra a Ferrovia Relvas Verdes-Grândola Norte”, que foi constituída oficialmente, defende a “requalificação da linha ferroviária já existente entre Sines e Ermidas, com ligação a Beja”, em vez de um traçado que atravessa os concelhos de Grândola e de Santiago do Cacém.
“Este traçado vai abranger e destruír aldeias, pinhais, lençois freáticos e zonas de abastecimento de água, quintas históricas, turismo rural que existe nesta região”, argumentou em declarações à Agência Lusa Leonor Gonçalves, uma das impulsionadoras da criação da nova associação.
“Segundo nos é dado a saber, este traçado está em avaliação de impacto ambiental no Ministério do Ambiente”, avançou.
A representante da Associação aponta várias “habitações e localidades em risco”, como “Vale Figueira”, a “Aldeia do Pico” ou o “Bairro da Paragem Nova”, no concelho de Grândola.
“Nalguns locais [a linha] passaria próximo, e noutros passa por cima de casas, a seguir a Melides passa por cima de várias casas novas”, afirmou com alguma incerteza, por não ter acesso a informações concretas.
“Enquanto Associação, já temos legalidade e já somos uma personalidade jurídica para pedir explicações a quem de direito”, disse, justificando a constituição da associação, inicialmente com cerca de 20 membros.
Proprietários de terras agrícolas, residentes nos concelhos, pessoas de Grândola e de Santiago do Cacém, amigos do ambiente e uma representante de uma empresa agrícola que emprega nesta altura do ano cerca de 200 trabalhadores, cuja propriedade está em risco, juntaram-se agora “para pedir explicações”.
“Queremos explicações em relação ao traçado, que não conseguimos compreender, quando existe o traçado Sines-Ermidas e Ermidas-Aeoroporto de Beja, que vai ser o elefante branco do Alentejo”, asseverou Leonor Gonçalves, que cresceu em Grândola e que é proprietária de um terreno, herança de família.
O traçado em causa já havia sido criticado pelo presidente da Câmara Municipal de Grândola (PS), Carlos Beato, em Maio deste ano.
O autarca afirmou na altura, em declarações à Agência Lusa que “só por cima” do seu cadáver se concretizaria o traçado previsto para a linha ferroviária de mercadorias Sines-Espanha, alegando que a via “retalha o concelho e aldeias” e “passa por cima de casas”.
“O traçado retalha o concelho de Grândola, passa pelo meio de aldeias e por cima de casas e vai obrigar a abater centenas e centenas de sobreiros”, justificou Carlos Beato, tendo alertado que “Grândola é um dos destinos turísticos em que se quer apostar”, com investimentos superiores a dois mil milhões de euros.

Agência Lusa

Noticia publicada por:

Claudio J. - que publicou 1376 noticias no Alentejo Magazine.


Contactar o autor

0 Comentários para esta noticia

1Links para esta noticia

  1. Grndola: Moradores e proprietrios formam Associao para contestar traado ferrovi - Das deutschsprachige Portugal Forum says:

    [...] contestar traado ferr Ol networx von wem hast denn den Link? Ich habe noch einen anderen Link, der aber im Prinzip das gleiche aussagt. Karte habe ich noch nicht gefunden, bleibe aber dran… [...]

Deixe um comentário

Eventos
Distrito Onlnine
Dreamhost

Estatisticas

  • 8 A Visitar Agora
  • 47 Max. Visitantes on-line
  • 757903 Total de Visitas