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Porto Covo rebenta pelas costuras com milhares de turistas

Pubicado em 16 August 2009

Milhares de turistas visitam Porto Covo (Sines) no pico do Verão em busca das praias e da tranquilidade daquele lugarejo do Litoral Alentejano, deixando a aldeia, onde residem habitualmente 700 pessoas, a rebentar pelas costuras.
O movimento da rua principal, pejada de gente, confirma-o: nesta altura do ano, os 1.500 habitantes da freguesia (pouco mais de metade moram na aldeia) passam a “muitos milhares”, atesta o presidente da Junta, José Manuel Arsénio. Incapaz de contabilizar ao certo o número de forasteiros que responde aos encantos da segunda freguesia do concelho de Sines durante os meses de Julho e Agosto, o autarca enumera prontamente os pontos altos do lugar cantado por Rui Veloso. “As belas praias, a tranquilidade, a paz de espírito e o contacto com a Natureza… Este lugar tem tudo para ser a pérola turística da região”, assevera José Manuel Arsénio. Os atractivos da aldeia são conhecidos por turistas portugueses e estrangeiros desde longa data, apesar de esta estar “subdimensionada” para tamanho afluxo. “Os nossos serviços e infraestruturas estão dimensionados para os nossos habitantes e, quando chega esta altura, é difícil dar uma resposta adequada no tratamento dos esgotos, recolha do lixo, abastecimento de água e limpeza a tempo e horas”, reconhece o presidente da Junta. Outros serviços também ficam aquém das necessidades, aponta o autarca. “O posto da GNR está fechado e os militares vêm fazer serviço a partir de Sines. O mesmo acontece com a ambulância: o socorro continua a vir da sede do concelho, que dista a 15 quilómetros”. A segunda caixa Multibanco da aldeia foi aberta há poucos anos e só existe um banco em Porto Covo. Um casal de taxistas assegura o transporte dos turistas, que dispõem apenas de um hotel na localidade. A necessidade de “pequenas unidades hoteleiras e de qualidade” é uma reivindicação da freguesia, que alberga três parques de campismo. A pensão restaurante Zé Inácio é outra das opções disponíveis, apesar dos seus nove quartos estarem “sempre lotados”. “A crise não tem chegado aqui”, garante Paulo Francisco, não obstante a oferta de alojamento da aldeia ser “quase nula”. “A não ser a praia e a gastronomia, com o peixe grelhado no carvão e a açorda de marisco, Porto Covo não tem mais nada”, opina Paulo Francisco. “Aqui, a única coisa que há para fazer é ir à praia e andar rua acima, rua abaixo”, afirma George Santos, do mesmo estabelecimento. A aldeia é agora mais procurada por turistas portugueses, frisam ambos, ao contrário do que acontecia “há uns vinte anos”. Márcia Gomes veio de Lisboa, acompanhada por Mathias Knorr, de nacionalidade alemã, para passar quatro dias. Para além da praia, vinca, poucas alternativas restam por estas bandas. “Damos alguns passeios pela região e pelo largo da aldeia, mas achamos que há pouca oferta cultural”, defendem. Noémia segue o mesmo princípio, seguida pelo marido, suíço. Osvaldo Graber elogia a “povoação pequena e tranquila”. “É diferente do Algarve”, diz, embora aponte a falta de animação nocturna, que poderia melhorar com a construção de “uma discoteca e uma casa de fados”. RE.
Lusa

Noticia publicada por:

Claudio J. - que publicou 1376 noticias no Alentejo Magazine.


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