O avião que se despenhou sexta-feira num bairro periférico de Évora foi adquirido pela SkyDive em segunda mão, revelou hoje o director do Aeródromo Municipal local, acrescentando que a aeronave tinha chegado “há uma semana”.
“Não é um avião recente. Foi comprado em segunda mão” pelo proprietário da SkyDive, uma das duas vítimas mortais do acidente, e “chegou há uma semana a Évora”, disse o comandante Lima Bastos.
Este tipo de aeronave, um bimotor Beech 99, tem capacidade para transportar “cerca de 18 pára-quedistas”, sendo que o grupo que seguia neste último voo realizado sexta-feira pela SkyDive já tinha efectuado o seu salto, antes da queda.
Recorde-se que o incidente provocou duas vítimas mortais, no Bairro de Almeirim, em Évora, sendo um deles o dono da empresa de pára-quedismo SkyDive.
“São efectivamente dois mortos que estão encarcerados nos destroços” da aeronave, disse à agência Lusa Fernanda Ramos.
Tanto Fernanda Ramos como o director do Aeródromo Municipal de Évora, comandante Lima Bastos, confirmaram que uma das vítimas mortais, o piloto do avião, era o proprietário da empresa de saltos de pára-quedas SkyDive.
O director do Aeródromo Municipal da Évora avançou que o piloto da aeronave “violou” um dos procedimentos de segurança daquela infra-estrutura, quando fez um voo a baixa altitude ao longo da pista. O mesmo afirma que “é proibido virar à esquerda nas descolagens de Sul para Norte por haver casas e bairros a menos de um quilómetro de distância. Está escrito que é proibido”, afirmou.
Lusa





