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	<title>Alentejo Magazine &#187; Palavras Soltas</title>
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	<description>Na internet mais rápido que no papel. A Informação Regional do Alentejo</description>
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		<title>Palavras Soltas &#8211; Colecção de pecado</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 21:24:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavras Soltas]]></category>

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		<description><![CDATA[Costumo sempre fazer uma breve introdução e esta não será excepção, no entanto, falar dos 7 pecados mortais é algo que muitos já fizeram antes de mim e estou a falar séculos atrás até hoje. Mas falar de pecados no século 21 tem um seu quê de humorístico e mesmo irónico, pois veja se a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Costumo sempre fazer uma breve introdução e esta não será excepção, no entanto, falar dos 7 pecados mortais é algo que muitos já fizeram antes de mim e estou a falar séculos atrás até hoje. Mas falar de pecados no século 21 tem um seu quê de humorístico e mesmo irónico, pois veja se a Gula do ocidente onde há comida com fartura, sem esquecer a muita preguiça que há neste.<br />
Bem, podia-se escrever por várias páginas tanto eu como o leitor, dependendo da moralidade de quem escreve, sobre este imortal e universal temática. Mas parece-me que este tema é sempre um bom tema de conversa pois pode-se reflectir num tema que ainda não foi definitivamente resolvido e nunca o será, parece-me.<br />
Mas deixe-mos os pecados para os “profissionais”. Hoje o livro que aqui vos venho sugerir aborda os 7 pecados de uma forma resumida, reflectindo sobre estes a nível histórico, social e religioso, sem nunca subestimar a inteligência do leitor e fazendo-o pensar sobre estes de uma forma muito bem informada.<br />
Esta interessante colecção tem a chancela da Universidade de Oxford, sendo esta escrita por vários professores universitários que de uma forma descontraída e com algum humor, que a matéria exige, sobre o complexo mundo da moralidade e do pecado.<br />
Uma coisa que me agrada nesta colecção e a sua capacidade de desmistificar aquilo que muitos tomam como inquestionável, tipo “se é pecado, não há perguntas a serem feitas, religião não se questiona! Assunto encerrado!” e o assunto morre ali.<br />
Mas alguém questionou, e como quem questiona uma vez, questiona sempre mais, alguém tinha que responder, e para aqueles que se questionam sobre os pecados e os seus limites e desenvolvimento ao longo da História, esta colecção vai certamente satisfazer muito boa gente.<br />
Para os interessados e curiosos aqui vos deixo um site que vos mostrara excertos sobre o Orgulho (http://books.google.ca/books?id=ybNyPCKslUsC&amp;printsec=frontcover&amp;dq=sins&amp;as_brr=3#PPA1,M1) e Gula  (http://books.google.ca/books?id=VLQzBwlvCUgC&amp;printsec=frontcover&amp;dq=sins&amp;as_brr=3) .<br />
Todos temos limites, tanto espirituais como humanos e os 7 pecados são prova das nossas insuficiências como ser humanos, talvez devido aos excessos e “animalidades” que estes pecados sempre terem vivido em nós, pois são parte do que somos, e isso pede uma questão, deverei eu abraçar o pecado/excesso para ficar satisfeito? Ou deverei eu lutar contra ele para mostrar o tão civilizado, e inteligente que sou, mesmo quando isto vai ao mais essencial de quem sou?<br />
A reposta a estas questões já vem do passado e por mais que a responda-mos, com certeza que e mais correcta, outra pessoa terá a mesma certeza, respondendo a esta de maneira oposta, logo quem esta “certo”? Não sei, mas a resposta sobre o pecado seja a mesma em relação a democracia, tudo depende das suas consequências e da forma como estas são capazes de melhorar a vida dos nos rodeiam.<br />
Pecado, sim ou não?? As vezes Nin é a melhor resposta&#8230;</p>
<p>“”O melhor creme de beleza é uma consciência limpa.””<br />
(Arletty)</p>
<p>Boas Leituras</p>
<p>Tiago Ribeiro</p>
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		<title>Palavras Soltas &#8211; Desesperadamente em busca de HumanidadN</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 22:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavras Soltas]]></category>

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		<description><![CDATA[A humanidade não se busca, mas acha-se sempre em lugares que julgávamos ser áridos e podres desta. A humanidade, não é como as chaves do carro, “epá” onde terei deixado a minha humanidade hoje? Que chatice ficou nas minhas outras calças. Não a humanidade que todos nós temos, uns mais que outros, está sempre connosco, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A humanidade não se busca, mas acha-se sempre em lugares que julgávamos ser áridos e podres desta. A humanidade, não é como as chaves do carro, “epá” onde terei deixado a minha humanidade hoje? Que chatice ficou nas minhas outras calças. Não a humanidade que todos nós temos, uns mais que outros, está sempre connosco, mas só a achamos quando tivermos a disponibilidade e a coragem de a mostrar a quem a procura e merece. E é exactamente sobre esta humidade perdida e encontrada em momentos de dor que o livro que hoje trago aborda.<br />
Em 1945 o Japão invade a Coreia do Norte e é nessa altura que começa o livro que hoje trago “Year of Impossible Goodbyes” (O ano dos adeus impossíveis) de Sook Nyui Choi, nesta vemos a Coreia tradicional desaparecer sobre o poder absolutista, tanto a nível religioso como cultural, do Japão e tudo que se vai perdendo sobre a sua influência, tudo através dos olhos da própria escritora que viveu estas experiencias.<br />
Este é o primeiro de três livros em que seguimos as travessias de Sookan por muitos dos momentos, tanto dramáticos como históricos, da Coreia, terminando o último livro com a chegada de Sookan à América. Sem duvida estes livros são um reflexo directo da sua autora, mas é a sensibilidade asiática neste e a riqueza dos pormenores da história que nos leva para os momentos e almas das personagens em profundidade. Este é um livro, ao contrário de muitos, “entramos” nele muito delicadamente e quando damos por nós estávamos a viver e a sentir o Sookan vivo, tudo muito naturalmente.<br />
Outra nota importante sobre este livro é o facto de ter sido várias vezes premiado e traduzido em varias línguas, fazendo dele um clássico pela sua tão humana mensagem de sobrevivência e busca de humanidade.<br />
É verdade que este livro tem aspecto infantil, no entanto as suas temáticas directamente adultas, uma das várias coisas que este livro tem para nos oferecer. E se lido por alguém mais novo nada melhor do que faze-lo na companhia de um adulto que muito ajudará a perceber as subtilezas das histórias e das suas várias personagens.<br />
Neste livro percebemos também algo importante, o que é considerado invasão para uns é visto como uma orgulhosa conquista para os outros que em nome do Império japonês, neste caso, são levados a brutalidades e a desumanizações do outro em nome da grandeza desse mesmo Império.<br />
Mas invasões não são de agora, basta lembrar as invasões barbaras que levaram o Império romano a terminar, as conquistas de Alexandre o grande, as cruzadas, entre muitas outras, tendo todas estas como consequência a remodelação de uma cultura e a transformação de varias nações no processo.<br />
O livro “Ano dos adeus impossíveis” de Sook Nyui Choi certamente agradará a toda a família e marcará, como me marcou a mim, levando a muitos leitores a pensar um pouco mais sobre a sociedade e o mundo e a nossa responsabilidade em relação não só à sociedade, mas também aqueles que nos rodeiam.</p>
<p>Boas Leituras</p>
<p>Tiago Ribeiro</p>
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		<title>The Manticore &#8211; Palavras Soltas &#8211; Tiago Ribeiro</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Apr 2009 00:18:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavras Soltas]]></category>

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		<description><![CDATA[            Todas as nossas vidas são feitas de eventos que nos escapam, outros há que são totalmente incompreensiveis e só mais tarde na nossa existência percebemos o que estas realmente significavam. Todos buscamos razões e lógicas nas nossas vidas, mas há sempre momentos que só repensando estes mesmo lhe podemos de facto dar  o que lhes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>         <a href="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/04/livro.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2127" title="livro" src="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/04/livro.jpg" alt="livro" width="288" height="228" /></a>   Todas as nossas vidas são feitas de eventos que nos escapam, outros há que são totalmente incompreensiveis e só mais tarde na nossa existência percebemos o que estas realmente significavam. Todos buscamos razões e lógicas nas nossas vidas, mas há sempre momentos que só repensando estes mesmo lhe podemos de facto dar  o que lhes falta, razão.</p>
<p>            Antes de falar do livro, hoje gostava de começar pelo autor, pois parece-me que este é tão importante quanto a obra por ele criada. Robertson Davis é um dos mais famosos escritores, critico e jornalista canadiano, tendo nascido numa família de publicadores de jornais em Ontario, cedo, e por boa influência familiar, se tornou um leitor voraz, paixão esta que nunca perdeu. Tendo feito crónicas em vários jornais além de ter feito vários ensaios de grande importância sobre teatro e de caracter humoristico foi por se interesar por psicologia Jungiana que o levou a escrever o primeiro detrês livros em 1970 com “O quinto negócio” (traduzido a letra).</p>
<p>            Ao longo da sua vida foi sempre dado valor ao poder da oralidade, sendo esta, não só focada na sua forma, mas no poder do seu conteúdo, de certa forma Davis nuca esqueceu a tradição oral que sempre o acompanharam desde tenra idade. Aqui ficam alguns sites que certamente ajudam a conhecer este grande escritor. (<a href="http://www.athabascau.ca/writers/rdavies.html">http://www.athabascau.ca/writers/rdavies.html</a>)</p>
<p>            Mas voltemos ao “The Monticore”, o livro, que aborda a busca de Stauntone ao que o levou certo dia em plena peça gritar em plenos pulmões, que significara isto para ele? Que nos diz isto do seu passado? E assim em poucas páginas Robertson agarra a nossa atenção e nunca mais a liberta e página a página vamos conhecendo esta complexa personagem, o seu passado e os conflitos que por ela passam. A personagem principal não nos faz a vida fácil ao entrarmos na sua mente e nas suas emoções, mas o resultado e a leitura deste é bastante intelegente e gratificante.</p>
<p> A busca pessoal de Stautonabre-se em cada linha, e nós somos as suas testemunhas, mas de certa forma, através deles percebemos que também nós temos coisas que só seriamos capazes de confesar no conforto do “anonimato” de um  psicologo, neste caso do instituto Jungiano na Suica. Mas que significado tem o Manticore? A nivel mitologico é um animal parecido à enfinge que parece ter começado na mitologia persa, tendo passado de seguida através da oralidade para a culltura grega que através de Plinio, o velho, no século primeiro, falou dele no seu livro “História Natural” (<a href="http://bestiary.ca/">http://bestiary.ca/</a>) .</p>
<p>            Há livros que são capazes de nos fazer reflectir sobre nós mesmos assim como o que tentamos esconder de nós e dos outros, falando sempre indirectamente de nós.  “The Manticore” é um dos grandes livros da literatura canadiana, e porque não, mundial mesmo, pois o que ela nos conta á a historia das dificuldades de um homem, do qual nunca sabemos a etnia ou religião deste, pondendo este ser eu ou o leitor.</p>
<p>            Talvez a universalidade de um livro não venha da lingua que é usada ou da localização da acção, mas talvez da forma como vai a essência do personagem e das relações na obra, que directamente vai a essencia de todos nós como Humanidade, em todas as nossas faltas e qualidades.</p>
<p>            “Poucas pesoas são capazes de ver génio na pessoa que o acabou de ofender”</p>
<p>Robertson Davies</p>
<p>Boas leituras</p>
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		<title>Palavras Soltas &#8211; Elusiva Felicidade</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 17:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio J.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vive-se para se ser feliz mas no entanto a felicidade não deixa de ser algo sempre fugidia. Na sua busca, muitos julgam-na encontrar em riquezas, influência, poder, entre outras, no entanto quem já nasce nesse mesmo universo parece algumas vezes procurá-la fora desta.
Outros ainda escolhem Deus como orientador para a felicidade, mas num mundo secular [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/04/blaise1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2062" title="blaise1" src="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/04/blaise1.jpg" alt="blaise1" width="190" height="152" /></a>Vive-se para se ser feliz mas no entanto a felicidade não deixa de ser algo sempre fugidia. Na sua busca, muitos julgam-na encontrar em riquezas, influência, poder, entre outras, no entanto quem já nasce nesse mesmo universo parece algumas vezes procurá-la fora desta.<br />
Outros ainda escolhem Deus como orientador para a felicidade, mas num mundo secular onde vivemos, este parece não responder a todas as preocupações/ansiedades da modernidade, logo esquece-se Deus. Talvez a felicidade não seja uma questão de ter ou não ter, mas uma forma de ser e estar, sendo algo emocional e “transcendente” ao ser humano, sem nunca deixar de estar ao alcance deste.<br />
Muitos escritores e pensadores já escreveram sobre o que é a felicidade, e muitos mais continuaram a escrever para tentar descodificar os seus mecanismos, mas talvez a solução desta seja a coisa mais simples e natural que alguma vez pensamos ser.<br />
Um dos pensadores da felicidade foi Blaise Pascal, nascido em 1623 tendo-se tornado num notório matemático, tendo sido em tenra idade estimulado pelo pai, juiz de profissão, a seguir as ciências. Num tempo em que Decartes punha em questão a essência da ciência como forma de encontrar a Verdade, Pascal viu a religião como complemento desta.<br />
Das várias experiencial que Pascal fez, constam a experiências em relação à pressão dos gazes e líquidos e tendo sido com Fermat que criou o cálculo das probabilidades. Mas como vai um génio da matemática ser levado a escrever sobre a felicidade? No caso de Blaise Pascal, esse facto deve-se a esse ter tido um dissabor com a sociedade de ciências onde pertencia devido à criação de uma máquina de cálculo (a Pasqualina), escolhendo a religião nos últimos anos de vida.<br />
E é dos últimos anos da vida de Pascal que vem o livro que hoje venho sugerir, depois deste ter criticado os Jesuítas, anos antes num conhecido ensaio, ele escreve neste livro sobre as suas ideias de felicidade, e o curioso disto é ter-se dado depois de ser reprovado pelos seus sócios cientistas&#8230;.tão contraditória e a existência humana.<br />
A beleza e grandeza deste livro vem de como Pascal consegue de facto “dissecar”, se assim posso chamar, quase “cientificamente” a felicidade de maneira a perceber como a alcançar. Mas descansem que este faz de maneira muito simples capaz de ser percebida por todos.<br />
Mesmo na sua busca Pascal percebe o tão humano e a busca da felicidade e a forma como esta é alcançável e sempre elusiva no seu processo e fim. A pergunta continuará sempre a existir tendo sempre várias respostas conforme o século e o individuo que a responder, “O que e felicidade? Como posso alcançá-la?”<br />
Para Pascal a resposta residia em Deus, mas nem por isso a sua racionalidade e lógica parecia saber que ele também existia na ordem matemática, “Felicidade e matemática? Isso não faz sentido” deve pensar o leitor, mas na perspectiva de matemáticos como Pascal tudo é matemática e explica-se através dela, logo num mundo de números, a busca de felicidade não passa da busca de uma “fórmula”, se e se tal e possível&#8230;.</p>
<p>“Contradição não, é um sinal de falsidade, nem a falta de contradição é um sinal de verdade” Blaise Pascal</p>
<p>Boas Leituras</p>
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		<title>Palavras Soltas &#8211; &#8220;Gato Filosofo&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 22:23:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavras Soltas]]></category>

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		<description><![CDATA[ Gatos, talvez um dos animais mais enigmáticos e fascinantes que tem o privilegio de viver entre nós. Mas quem são eles? E o que nos podem ensinar eles sobre eles? Muita coisa. Parece-me e acho não ser o único. De estátuas a rituais já muito se devotou a humanidade a este fantástico felino, no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/04/gato.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2022" title="gato" src="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/04/gato.jpg" alt="gato" width="300" height="210" /></a> Gatos, talvez um dos animais mais enigmáticos e fascinantes que tem o privilegio de viver entre nós. Mas quem são eles? E o que nos podem ensinar eles sobre eles? Muita coisa. Parece-me e acho não ser o único. De estátuas a rituais já muito se devotou a humanidade a este fantástico felino, no entanto eles sempre nos tocam de forma única como nenhum outro animal pode, nem mesmo o cão.<br />
Até os filósofos gostavam de gatos e há até filosofias que parecem vindos de alguém que pensou mais nos gato que nos homens. Um desses livros que vem a filosofia através dos olhos dos gatos é “What philosophy can tell you about your cat” (o que a filosofia te pode dizer sobre o teu gato) editado por Steven D Hales.<br />
Este, muito bem escrito livro, ajuda-nos a pensar e ver de que forma estes felinos nos podem ensinar tanto das suas atitudes e personalidades. Acredito que este livro agradará tanto aos que gostam de gatos como aos que adoram filosofia, sem nunca esquecer aqueles que tem curiosidade por um destes tópicos.<br />
Através das páginas de “O que a filosofia pode dizer sobre o teu gato editado por Stenven D Hales, vemos o quanto estes mesmos seres têm tocado nas vidas dos filósofos, tendo tido estes gatos por companhia e sem esquecer as características pessoais dos adoradores de gatos em comparação com os de cães e cavalos.<br />
Confesso que um só livro não chega para abarcar o muito que os gatos nos podem ensinar e fazer pensar sobre nós mesmos, mas não deixa de ser um prazer um livro tão rico em conteúdo, sem nunca tirar de foco o lado filosófico deste. Por aqui passam Nitzche, Platão e Kant que nos mostram como um felino que adoptamos e ele a nós tem muito estético e de “super-homem”.<br />
Bem posso escrever linhas atrás de linhas sobre este livro, mas acredito que é necessário lê-lo ou folheá-lo para perceber algo que nunca julgávamos compatível, tomar forma, sendo esta a mais bem esclarecida explicação de como a filosofia se pode moldar aos gatos e estes a ela.<br />
O mistério do gato é eterno, de tal forma que em tempos imemoriais faraós levavam-nos para as suas tumbas pois estes queriam a sua companhia “no outro mundo”. Mas esta força não se desvaneceu com o tempo, um exemplo disto pode se ver quando se vai a uma loja ou restaurante chinês onde se pode ver uma estátua de um gato de pata estendida, sendo este um símbolo que se crê atrair riqueza e boa sorte.<br />
Nem todos gostamos de gatos, como é óbvio, e para esses há também um livro em que se põe em perspectiva a influencia e as várias lições filosóficas do cão da editora Open Court (http://www.opencourtbooks.com/) uma editora que na minha opinião tem como função fazer a filosofia de fácil acesso a todos com livros de qualidade e análise inquestionavelmente boa.<br />
Pensando bem a filosofia rodeia-nos mas ela certamente não vem ter connosco num sonho, mas sim quando temos oportunidade de parar, pensar e ver o que existe à nossa volta. Juntar gatos e filosofia talvez, vendo bem, não seja uma grande ideia pois aqueles que sempre gostaram de gatos os acharam animais que de certa forma nos levam a pensar, nem que seja sobre a vida.<br />
No entanto quando lemos um livro que nos fala tão claramente do que um animal tão encantador como este nos pode dar só por ser o que ele é, isso sim podemos perguntar, sobre que mais podemos pensar nós? E o que há mais à nossa volta de que poderemos tirar alguma lição e filosofia? Estas questões não nos fazem filósofos, não sabendo eu bem o que realmente isso significa, mas torna-nos sim mais humanos e activos.<br />
Para isso, basta que comecemos a perguntar e nunca mais paremos, até que um dia tenhamos aquilo que nos levou a questionar: A Busca de (“)Verdade(”)&#8230;&#8230;</p>
<p>Boas Leituras</p>
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		<title>Palavras Soltas &#8211; Mestre Dickens</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 00:07:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavras Soltas]]></category>

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		<description><![CDATA[Charles Dickens foi um homem de todos os tempos de universal personalidade e escrita e artista em que a vida igualava as reflexões da própria arte. Dickens nasceu e cresceu em Londres mas foi devido à escrita que teve a possibilidade de conhecer o mundo, nunca esquecendo as raízes. Para mim Charles Dickens é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/03/dickens.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1989" title="dickens" src="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/03/dickens.jpg" alt="dickens" width="300" height="220" /></a>Charles Dickens foi um homem de todos os tempos de universal personalidade e escrita e artista em que a vida igualava as reflexões da própria arte. Dickens nasceu e cresceu em Londres mas foi devido à escrita que teve a possibilidade de conhecer o mundo, nunca esquecendo as raízes. Para mim Charles Dickens é um dos autores que mais admiro, pois este consegui-o de forma genial não só criticar a sociedade, mas ele mesmo fazer alguma coisa para a melhorar e embora este tenha entrado na elite literária nunca esqueceu as suas simples origens.<br />
Em “Charles Dickens” de Michahel Slater é-nos mostrado o Dickens real sem notificações, rico com todas as suas vitórias, derrotas e dificuldades. Este livro pertence a uma colecção que dá a conhecer as vidas de grandes figuras inglesas, entre elas Charles Darwin, Isaac Newton, George Eliot entre outros.<br />
Dá-nos também a conhecer como surgiram histórias como “Oliver Twist”,o intemporal “Conto de Natal”, “Nicles Nicleby” entre outros, explicando-nos as razões politicas, sociais e pessoais que levou este a escreve-las, nunca se vergando aos seus mais essenciais princípios.<br />
Julga-se muitas vezes que o nosso tempo é sempre o pior dos tempos, mas isso não passa de uma ilusão. Já no tempo de Dickens se vivia numa sociedade rica de corrupções, pobreza, miséria e miserias, ricos e pobres interiormente e pobres de bom coração&#8230;vendo bem o mundo não mudou assim tanto, e é isso que faz de Charles Dickens o grande mestre que é.<br />
No tempo de Dickens muitos escritores reflectiram sobre o mundo em que viviam, eram outros tempos. Entre eles constam Alexandre Dumas, Stenthal e Zola, todos eles pensaram a sociedade e história que experienciaram e os indivíduos que a habitavam.<br />
Hoje em dia o acto da escrita tornou-se um acto muito mercantilista em que se avalia mais um livro pela quantidade de exemplares que vende do que pela qualidade que está neste, classificando-se assim este como, muitos livros igual a boa qualidade.<br />
No entanto esta lógica é em si traiçoeira, porque foi a modernização da sociedade que Dickens presenciou e criticou que nos levou onde estamos, vivendo onde há uma exaustiva quantidade de livros mas poucos realmente bons, de certa forma a modernização e a “massificação” tornaram o mundo dos livros uma autentica selva pela nossa atenção e carteiras, onde os bons livros ficam a um canto e os “nem tão bons” ganham destaque.<br />
Vendo bem, os livros de Dickens não falam só da sociedade do passado, mas também do tempo presente. Ele pensou também naquilo em que nos tornámos e o que esta nos fez, bem, talvez não tenha feito, mas sim tornou mais apurado tanto nas nossas qualidades e nos defeitos.</p>
<p>&#8220;Em literatura, o meio mais seguro de ter razão é estar morto.&#8221; [Victor Hugo]</p>
<p>Boas Leituras</p>
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		<title>Palavras Soltas &#8211; roucho Marx, o cómico</title>
		<link>http://alentejomagazine.com/2009/03/palavras-soltas-roucho-marx-o-comico/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 22:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio J.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Numa ida rápida ao wikipedia reparamos que há vários Marxes à escolha, temos uma serie australiana com esse nome, mas não é dessa que quero falar, temos um livro de citações de Lennon onde entra também um Marx, neste caso Arthur Marx, jogador de ténis.
Há também o conhecido Karl Marx, mas visto o título deste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/03/groucho.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1934" title="groucho" src="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/03/groucho.jpg" alt="groucho" width="200" height="317" /></a>Numa ida rápida ao wikipedia reparamos que há vários Marxes à escolha, temos uma serie australiana com esse nome, mas não é dessa que quero falar, temos um livro de citações de Lennon onde entra também um Marx, neste caso Arthur Marx, jogador de ténis.<br />
Há também o conhecido Karl Marx, mas visto o título deste artigo referir-se “ao cómico Marx” é melhor riscar este, porque este pouco teve de cómico, ou mesmo irónico, por mais que demos voltas ao que este Marx fez e suas consequências mundiais. Mas leitores, não se indignem devido a tal facto, não ser-se cómico não quer dizer, necessariamente, que não tenha valor, pelo contrário, se medisse-mos o poder cómico de alguém, comparando-o com o seu valor social/cultural, teríamos o grupo humorístico “os contemporâneos” a governar o pais.<br />
Não, o Marx de que hoje vos venho falar é do Groucho Marx, conhecido humorista que cresceu no mundo do vaudville (teatro de revista americano) tendo-se tornado conhecido, não só pelo seu bigode e óculos, mas também pela inteligência e humor com que usava a linguagem.<br />
O livro que hoje trago, “Groucho e eu” é deste mesmo actor tornado autor, onde este reflecte sobre o mundo em que viveu e embora tenha sido algumas décadas atrás não deixa de pensar sobre o que há de constante na nossa sociedade ocidental, como o nosso gosto pelas celebridades, o gosto de falar mais da vida dos outros do que da nossa e muito mais&#8230;.<br />
No inicio do livro Groucho bem nos lembra quem é ele, pessoa simples sem doutoramentos de nenhuma ordem, que se acha com pouco ou nada para dizer, no entanto isso não faz com o que lemos deixe de ter interesse, porque Groucho consegue-nos ir falando de tudo aquilo que pensa sem nunca deixar de ter piada.<br />
Se há um livro que acho inteligente, este “Groucho e eu” é um bom exemplo disso sem nunca ser monótono. Este livro é dividido em 24 capítulos e em todos eles, Groucho ilumina-nos sobre o que ele acha sobre riquezas, a vida, hollywood, viagens sempre com o seu humor surreal que nunca deixa de ser bem real na sua essência.<br />
Groucho nasceu no mundo do entretenimento mas isso não impediu o seu amor pela leitura, tendo sempre sido um voraz leitor. São dele frases como” “eu acho a televisão muito educativa, sempre que alguém a liga eu vou para outra sala ler um livro”; “Desde que peguei no teu livro até quando o pus de lado, não parei de rir, um dia quero lê-lo” ou “Tirando o cão, o livro é o melhor amigo do homem, dentro do cão está muito escuro para ler”.<br />
Groucho Marx não fez só vaudville, fez também cinema e rádio, e na minha opinião deve ter tentando a escrita neste livro só pela diversão de o fazer, vendo bem, se gostamos do que fazemos nada melhor do que o fazer em vários formatos, infelizmente nem todas as profissões têm tanta flexibilidade.<br />
Este livro lembra-nos algo importante sobre o acto da escrita deste e de todos os tempos, algo tão simples como: se não sabes sobre o que escrever, escreve sobre quem conheces bem, tu mesmo, infelizmente, só alguns o fazem com humor e inteligência&#8230;.</p>
<p>“Porque me deverei preocupar com a posteridade? O que a posteridade alguma vez fez  por mim?” Groucho Marx</p>
<p>Boas Leituras</p>
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		<title>Palavras Soltas &#8211; Perigo: Ignorância!!</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 00:02:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio J.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não (querer) saber e detestar querer aprender, e sempre, condenando quem queira, devia ser considerado um “crime”. Muito se fala da Educação e Informação e como elas devem ser usadas para bom uso. Eu concordo totalmente com a séria utilidade que estas devem ter, no entanto, nunca li, pelo menos até agora, algo que me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/02/ignorance.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1870" title="ignorance" src="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/02/ignorance.jpg" alt="ignorance" width="200" height="309" /></a>Não (querer) saber e detestar querer aprender, e sempre, condenando quem queira, devia ser considerado um “crime”. Muito se fala da Educação e Informação e como elas devem ser usadas para bom uso. Eu concordo totalmente com a séria utilidade que estas devem ter, no entanto, nunca li, pelo menos até agora, algo que me ilumine sobre a Ignorância.<br />
Na minha opinião viver em Ignorância assemelha-se a viver em pobreza e miséria, sendo estas totalmente condenáveis, mas a Ignorância continua a existir e alastrar-se. É bem verdade que todos somos ignorantes por mais que saibamos algo, porque ninguém sabe tudo e até mesmo os especialistas não deixam de aprender até ao último dia de vida, mas por mais que saibamos, há sempre um vasto horizonte de coisas por Saber/Conhecer.<br />
Mas o que me levou a escrever e a ler sobre a Ignorância tem as suas raízes numa repetida discussão com uma pessoa que conheço, que tem persistente mau hábito de chamar aos meus adorados livros/revistas, de “lixo”, juro que não sei se pôr ou tirar as aspas neste caso.<br />
Lixo? Bem sei que roupa suja não se lava em praça pública, mas seja quem for que chama de lixo aos livros ou outra forma de Cultura tem em mim um serio obstáculo. Cultura, Conhecimento, Sabedoria seja em que forma, cor, cheio e textura, nunca é lixo, pelo valor profundo que existe nesta!!!! Isto é pura Ignorância, Ignorância que por educação cultura e familia, devia ser condenada.<br />
Por ser a Ignorância o maior lixo sociocultural de todos, hoje trago-vos “The Ignorance Explosion” de Julius Lukasiewicz. Este livro aborda acima de tudo a ignorância trazida pelo mundo tecnológico e a modernidade que nos rodeia a todos, pelos menos a nós “hiper-civilizados” ocidentais. Longe vai o tempo em que o conhecimento do mundo natural passava de geração em geração, a vida estava ligada ao mundo natural.<br />
Com o início da revolução industrial, o mundo tecnológico avançou vertiginosamente. Mas será que vivendo no mundo onde todas as nossas estão num esticar de braços, nos faz mais sábios? Ou será que nos tornamos ignorantes ao fazer com que a tecnologia nos respondesse a todas as nossas necessidades?<br />
Este livro levanta muitas questões e faz-nos reflectir que por muito que as bênções que temos hoje em dia a nível informático e mediático, de facto, levam-nos mais à ignorância do que ao seu oposto. De facto, este livro põe em causa muitas das nossas civilizadas certezas ocidentais, de que a razão é em tudo certa e que a tecnologia de facto resolve todos os nossos problemas, tão ignorantes e por vezes ingénuos que nós somos&#8230;..<br />
Este livro não vive para nos dar garantias, que as de facto não há, nem na vida nem na sociedade, mas sim obriga-nos a reflectir sobre a sociedade que temos e o que nos levou ao mundo de abundância onde vivemos&#8230;seremos mais sábios por isso? Ou seremos antes apenas rodas no grande motor da ignorância social?<br />
É um livro rico em informação e reflexão do mundo onde vivemos, deixando-nos, a nós, a última palavra, não que ele, obrigatoriamente, nos provoque, mas incomoda por nos mostrar tantos facto culturais e sociais que tão abertamente demonstram as fracas certezas ocidentais.<br />
Vendo bem, e nunca negando esse facto, por mais racionais que queiramos mostrar/ser, somos sempre animais, e em consequência disso fracos devido ao nossos instintos e vontades o que criamos (tecnologia/ciência) pode tanto nos ajudar como arruinar a nossa existência&#8230; e se soubéssemos mais, tão bom seria, não e?<br />
Mais um livro que merece muita discussão, porque é preciso falar e partilhar, por mais ignorantes que sejamos, não sendo isso um defeito em si, mas o dialogo e a partilha sempre nos fará melhores&#8230;talvez para isso seja melhor explorar e conhecer mais, fazendo da ignorância algo sempre a ser superado!! Aqui deixo o desafio.</p>
<p>Boas Leituras</p>
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		<title>&#8220;Portugal&#8221; de Tom Gallagher</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 22:12:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavras Soltas]]></category>

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		<description><![CDATA[O livro que trago hoje é “Portugal” de Tom Gallagher. Neste Tom Gallagher explora a nossa história através de uma perspectiva do século XXI. Este autor escreve de uma forma muito concisa e directa tendo levado vários anos a fazer este livro. Neste revemos a nossa história com todas as suas vitórias e derrotas, sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/02/portugalll.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1850" title="portugalll" src="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/02/portugalll.jpg" alt="portugalll" width="260" height="387" /></a>O livro que trago hoje é “Portugal” de Tom Gallagher. Neste Tom Gallagher explora a nossa história através de uma perspectiva do século XXI. Este autor escreve de uma forma muito concisa e directa tendo levado vários anos a fazer este livro. Neste revemos a nossa história com todas as suas vitórias e derrotas, sem esquecer a forma como estes nos moldaram até aos nossos dias.<br />
Este livro tem grande interesse não só pela forma directa e bem informada com que o autor escreve, dando em cada ricos detalhes dentro da própria história. Neste livro Tom Gallagher aborda a nossa história de maneira que nos é fácil ser percebida, sem nunca sofisticando o seu desenvolvimento de forma inatingivelmente elitista.<br />
Todos os eventos mais marcantes da nossa história são lembrados com tudo o que eles nos trouxeram como cultura e sociedade no tempo em que deram esses eventos. É sempre um prazer ler em inglês algo sobre a nossa história, porque cedo percebemos que a nossa forma de olhar para ela não é assim tão diferente.<br />
Certo é que, factos são sempre factos, mas também é verdade que cada cultura analisa outras culturas baseada na visão muitas vezes estereotipada que se tem de determinada cultura, mas tal não acontece neste interessante livro, neste somos analisados por factos inegáveis que nos marcaram como povo, no seu contexto cronológico.<br />
E é bom reparar como o autor não deixa nunca de admirar o facto de um povo tão determinado foi capaz de tanto em tempos idos. Ler “Portugal” de Tom Gallagher, pode até fazer vibrar o que há em nós de nacionalista, e embora isso não seja de todo condenável em alguns contextos, é sempre bom lembrar que uma boa dose de realismo e pensamento critico, que o livro tão claramente faz, e capas de pôr tais emoções saudavelmente “em cheque”.<br />
É sempre bom lembrar o passado, não para o moralizar e usar como “arma” politica/social, mas sim para sabermos o tempo, tanto mental como social que nos antecedeu, e é sempre bom lembrar que tal como no passado também quem viveu nele teve os mesmos desejos, sonhos e medos que nós. O tempo evolve, transforma e transforma-se mas a essência do ser humano permanece no “presente” e muda com o fluir do tempo, ironicamente. No tempo só há o presente, o agora, e também houve um tempo em que o presente se torna o nosso passado aqui e agora. Não podemos fugir do tempo nem ele de nós, talvez a melhor forma de nos acomodarmos com o tempo seja viver a 100% tirando deste tudo o que ele nos oferece&#8230;porque de bem e de mal, todo o tempo e feito.</p>
<p>Boas Leituras</p>
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		<title>Bollywood</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 22:42:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudio J.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde sempre todas as culturas necessitaram contar as suas histórias, medos, vitorias e tudo que pode existir numa sociedade e na experiência humana. Todas as culturas criam e expressam a sua cultura na sua arte, para isso serve a arte e para isso serve a cultura, não só e apenas, mas também, como forma de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/02/bolly-1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1813" title="bolly-1" src="http://alentejomagazine.com/wp-content/uploads/2009/02/bolly-1.jpg" alt="bolly-1" width="320" height="366" /></a>Desde sempre todas as culturas necessitaram contar as suas histórias, medos, vitorias e tudo que pode existir numa sociedade e na experiência humana. Todas as culturas criam e expressam a sua cultura na sua arte, para isso serve a arte e para isso serve a cultura, não só e apenas, mas também, como forma de comunicação e expressão mais elevada.<br />
Numa pesquisa para escrever este artigo dei comigo a achar sites que dão a conhecer cinema do mundo como por exemplo, http://www.filmmovement.com/. No entanto hoje gostaria de falar sobre uma cinematografia de fama e influência mundial, o cinema de Bollywood com um livro do mesmo nome, “Bollywood”de Lalit Mohan Joshi, Gulzar, Derek Malcolm sendo este, sem sombra de dúvida um livro de referência.<br />
Falar de Bollywood é falar da vasta história e da complexa sociedade indiana, de facto, uma expressão clara, mas por vezes indirecta, da outra. Este livro que trago é uma reflexão sobre os 100 anos do cinema indiano, sendo escrito tanto por actores, músicos e directores deste género, sendo este livro também rico em fotos e notas dos intervenientes.<br />
O cinema indiano sempre atraiu multidões na Índia, por trazer para os dias de hoje contos e lendas, com face moderna, vindos da milenar cultura e religiões Hindus. Estes filmes trazem sempre consigo algo de épico e grandioso, mesmo quando parecem abordar temas locais ou com prazo de validade do momento, sem nunca esquecer a complexidade das emoções humanas, e “a mão invisível” da sociedade que a rodeia e influência.<br />
Este fenómeno começou a alargar-se ao mundo nos anos 50, estendendo-se ao mundo também, um mercado ilegal desta forma de expressão cultural, algumas décadas mais tarde. Mas com esta expansão veio também a grande influência deste cinema, que deste sempre se alargou ao sul asiático, que ainda hoje persiste.<br />
O livro “Bollywood” conta-nos também como se desenvolveu até aos dias de hoje, começando pelo cinema mudo sem esquecer de nos explicar o como e o porquê do enriquecimento de música neste género cinematográfico no inicio do seu desenvolvimento. Embora o cinema de Bolllywood tenha nascido numa sociedade conservadora e solidamente estruturada, nem por isso o seu cinema deixou de pôr isso em causa como nos é mostrado neste livro magnífico. Nesta, como em todas as sociedades, por vezes a arte influencia a sociedade, outras vezes, dá-se o oposto.<br />
O livro Bollywood”de Lalit Mohan Joshi, Gulzar, Derek Malcolm fala de mesmo muito mais, fazendo deste um livro que ajudará muitos a perceber e conhecer este género tão indiano. Quem quiser também conhecer mais sobre Bollywood há vários sites de interesse na net, como http://www.apunkachoice.com/ , http://www.planetbollywood.com/ ou http://www.bollywood.tv/.<br />
Bollywood e os seus filmes mostram-nos muitas coisas que Hollywood não consegue e ambos são grandes gigantes do cinema mundial e ambos têm muito para nos mostrar e dar a conhecer, por vezes nos filmes menos generalistas, basta que comecemos a explorar para saber!!!</p>
<p>Boas Leituras</p>
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